Grupos de defesa reagem ao lançamento da primeira Barbie com autismo
Especialistas e organizações celebram iniciativa da Mattel por ampliar a representatividade e a inclusão de crianças no espectro
A Mattel anunciou no domingo o lançamento da primeira boneca Barbie com autismo, iniciativa que foi amplamente elogiada por especialistas e grupos de defesa dos direitos das pessoas autistas. Para essas organizações, a novidade ajuda a aumentar a conscientização sobre o transtorno do espectro autista (TEA), que, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), afeta cerca de 3,2% das crianças no país — aproximadamente uma em cada 31.
O TEA é caracterizado por uma ampla variedade de manifestações, que variam de pessoa para pessoa. Algumas precisam de pouco apoio no dia a dia, enquanto outras necessitam de suporte significativo. Há pessoas com habilidades avançadas de comunicação e outras que são minimamente verbais.
Geraldine Dawson, diretora fundadora do Duke Center for Autism and Brain Development, afirmou estar satisfeita com o lançamento. Segundo ela, a representação em brinquedos pode ajudar crianças autistas a se sentirem valorizadas e incluídas, fortalecendo a autoestima e reduzindo riscos de problemas de saúde mental.
A organização Autism Speaks também destacou que a boneca contribui para reforçar uma imagem positiva das crianças autistas. A nova Barbie integra a coleção Barbie Fashionistas e traz características que refletem experiências comuns de algumas pessoas no espectro, como articulações que permitem movimentos repetitivos, olhar inclinado e acessórios como fones de ouvido, tablet de comunicação alternativa e um brinquedo antisstress.
A Mattel informou que desenvolveu o produto em parceria com a Autistic Self Advocacy Network (ASAN), com o objetivo de promover uma representação mais autêntica. Nos últimos anos, a empresa tem ampliado a diversidade de suas bonecas, incluindo modelos com síndrome de Down e diabetes tipo 1.
Fonte: ABC