Cientista brasileira desenvolve molécula promissora para recuperação de movimentos após lesão medular

Pesquisa da UFRJ aponta potencial da polilaminina na regeneração de conexões nervosas e reacende esperança para pacientes com paraplegia e tetraplegia

Por Lara Barth

Pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Uma pesquisa liderada pela cientista Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), vem ganhando destaque na comunidade científica ao apresentar uma nova abordagem para o tratamento de lesões na medula espinhal. O estudo investiga os efeitos da polilaminina, molécula derivada da laminina — proteína naturalmente presente no organismo humano.
A proposta da equipe é utilizar a substância para estimular a regeneração das conexões nervosas danificadas após traumas medulares. Em estudos experimentais iniciais, a aplicação da polilaminina demonstrou resultados considerados promissores, incluindo relatos de recuperação parcial de movimentos em pacientes com lesões.
De acordo com os pesquisadores, a molécula atua favorecendo a formação de novos axônios, estruturas responsáveis pela transmissão de impulsos entre neurônios. Esse processo pode contribuir para a retomada de funções motoras comprometidas por lesões na medula espinhal.
Apesar dos avanços, os cientistas destacam que o tratamento ainda se encontra em fase experimental. Novas etapas de testes clínicos, análises de segurança e aprovações regulatórias serão necessárias antes que a terapia possa ser disponibilizada em larga escala.
A descoberta representa um avanço relevante na busca por alternativas terapêuticas para pessoas com paraplegia e tetraplegia, condições que ainda dispõem de opções limitadas de tratamento e reabilitação.