Noz comum se destaca por ajudar a reduzir o "colesterol ruim", aponta revisão de 25 anos
Estudo indica que consumo regular de pecãs está associado à melhora do colesterol total e do LDL
Consumir um punhado de pecãs por dia pode trazer benefícios para a saúde do coração, segundo uma revisão científica publicada na revista Nutrients. O estudo, conduzido pelo Illinois Institute of Technology, analisou mais de 20 anos de pesquisas — ao todo, 52 estudos realizados entre 2000 e 2025 — sobre os efeitos da noz-pecã na saúde cardiovascular e metabólica.
Os resultados mais consistentes estão relacionados ao colesterol. Pessoas que consumiam pecãs regularmente apresentaram melhora nos níveis de colesterol total e de LDL, conhecido como “colesterol ruim”, em comparação com aquelas que não incluíam oleaginosas na alimentação. Algumas pesquisas também apontaram níveis mais saudáveis de triglicerídeos.
Ricas em gorduras monoinsaturadas, fibras e antioxidantes, as pecãs contêm nutrientes associados à saúde cardiovascular. Esses componentes podem contribuir para uma melhor metabolização das gorduras e para a redução do estresse oxidativo — fator ligado a doenças cardíacas. No entanto, os pesquisadores destacam que as evidências indicam associação, e não necessariamente uma relação direta de causa e efeito.
A revisão também observou que pessoas que consomem pecãs tendem a apresentar melhor qualidade geral na dieta, muitas vezes substituindo lanches ultraprocessados pela oleaginosa, e não apenas adicionando calorias extras ao cardápio.
A nutricionista Whitney Stuart recomenda cerca de 28 gramas por dia — o equivalente a 15 a 20 metades de pecã — preferencialmente cruas ou torradas sem açúcar ou sal. Ela sugere combiná-las com fontes de proteína ou fibras para aumentar a saciedade, como em iogurte, aveia, saladas ou como crosta para peixes e frango assados.
Especialistas alertam que as pecãs contêm óleos naturais que podem estragar com o tempo, devendo ser armazenadas na geladeira ou no freezer. Também recomendam que qualquer mudança significativa na dieta seja discutida com um profissional de saúde.
Os pesquisadores ressaltam limitações na análise, como a curta duração e a variação metodológica de muitos estudos. O trabalho recebeu apoio do American Pecan Promotion Board, mas, segundo os autores, sem influência nos resultados.
Fonte: FOX
