Brasileiro é acusado de posse de pornografia infantil nos Estados Unidos
Homem de 45 anos, que vivia ilegalmente no país, foi preso em Connecticut após investigação federal
Um brasileiro de 45 anos foi acusado pelas autoridades dos Estados Unidos de posse de material de abuso sexual infantil, segundo comunicado divulgado pelo Departamento de Justiça. O suspeito, identificado como Max Mota Pinho, residia na cidade de Stamford, no estado de Connecticut.
De acordo com documentos judiciais, a investigação teve início após uma empresa de armazenamento em nuvem identificar arquivos suspeitos em uma conta associada ao acusado. A empresa enviou diversos alertas ao Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (NCMEC), indicando a presença de vídeos e imagens de exploração sexual infantil.
As autoridades confirmaram posteriormente que o material ilegal estava armazenado na conta do investigado. Pinho foi preso em sua residência e apresentado a um juiz federal, sendo liberado mediante pagamento de fiança de US$ 50 mil.
Após a audiência, ele foi detido por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE), já que permanecia nos Estados Unidos de forma irregular após ter ultrapassado o prazo de um visto de turista emitido em 2003.
O crime de posse de pornografia infantil pode resultar em pena de até 20 anos de prisão nos Estados Unidos. As autoridades ressaltaram que a acusação ainda será analisada pela Justiça e que o réu é considerado inocente até que se prove o contrário.
O caso está sendo investigado por diferentes agências, incluindo o Homeland Security Investigations (HSI) e departamentos policiais locais, e faz parte de uma iniciativa nacional voltada ao combate à exploração sexual infantil.