Três pessoas são retiradas de cruzeiro após suspeita de surto de hantavírus, diz OMS

Casos incluem três mortes; autoridades monitoram passageiros e avaliam possível transmissão entre humanos

Por Lara Barth

Navio de cruzeiro atingido por hantavírus retira passageiros doentes

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que três pessoas foram retiradas do navio de cruzeiro MV Hondius, após um possível surto de hantavírus a bordo. Até o momento, oito casos foram registrados — três confirmados em laboratório e cinco suspeitos — incluindo três mortes.

Segundo autoridades, os pacientes evacuados foram levados para atendimento médico e devem ser transportados em um voo especial para a Holanda. A OMS afirmou que segue monitorando a saúde de passageiros e tripulantes, além de coordenar ações com autoridades nacionais para acompanhamento e possíveis evacuações.

Entre os casos confirmados estão uma mulher que morreu após deixar o navio e retornar à Europa, um cidadão britânico em estado crítico, porém estável, hospitalizado na África do Sul, e outro passageiro em tratamento na Suíça. Autoridades suíças também confirmaram um caso adicional em um viajante que já havia desembarcado.

O vírus identificado é o hantavírus do tipo Andes, conhecido por, em raras situações, poder ser transmitido entre pessoas — o que levanta preocupações adicionais. Um epidemiologista da OMS afirmou que há indícios de possível transmissão interpessoal neste surto.

Dos três evacuados recentemente, dois apresentam sintomas graves, enquanto o terceiro não tem sintomas, mas teve contato próximo com uma das vítimas fatais.

A embarcação segue sob monitoramento, com reforço na equipe médica a bordo. Especialistas em doenças infecciosas foram enviados para acompanhar a situação.

O navio deve seguir para Tenerife, na Espanha, onde autoridades de saúde planejam realizar triagens e coordenar a repatriação dos passageiros. No entanto, autoridades locais nas Ilhas Canárias demonstraram preocupação com a chegada da embarcação, citando falta de informações suficientes para garantir a segurança da população.

Apesar da gravidade dos casos, a OMS avalia que o risco geral para a saúde pública permanece baixo.

Fonte: ABC