Supremo pede inclusão de brasileiro que vive nos EUA na Interpol; lista vermelha conta com 80 brasileiros

Suspeitos respondem por crimes como homicídio, tráfico de drogas, tortura e abuso sexual; empresário ligado à operação da PF é o caso mais recente

Por Lara Barth

Supremo pede inclusão de brasileiro que vive nos EUA na Interpol; lista vermelha conta com 80 brasileiros

A Interpol mantém atualmente cerca de 80 brasileiros na lista de difusão vermelha, mecanismo internacional usado para localizar e facilitar a prisão de foragidos procurados pela Justiça de diferentes países.

O caso mais recente envolve o empresário Ricardo Andrade Magro, dono do Grupo Refit, cuja inclusão foi solicitada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no âmbito da operação São Refino, conduzida pela Polícia Federal.

A investigação também teve como alvo o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL). Magro vive nos Estados Unidos desde 2016.

Ao todo, a lista vermelha da Interpol reúne mais de 6,4 mil procurados internacionais de diferentes nacionalidades.

Entre os brasileiros já incluídos no sistema estão nomes conhecidos da política nacional, como a ex-deputada Carla Zambelli, condenada pelo STF por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e o ex-prefeito e ex-deputado Paulo Maluf, alvo de condenações por fraude e roubo nos Estados Unidos.

Os brasileiros presentes na lista respondem por crimes variados, incluindo homicídio, tráfico internacional de drogas, estupro de vulnerável, abuso sexual infantil, feminicídio, tortura, organização criminosa e adulteração de provas.

Segundo os dados divulgados, a maioria dos procurados brasileiros tem mais de 40 anos. Dos 80 nomes, 72 são homens, grande parte investigada ou condenada por crimes violentos e sexuais.

As mulheres representam oito casos na lista e são acusadas de crimes como homicídio qualificado, ocultação de cadáver, tráfico de drogas, tortura e participação em organizações criminosas.

A chamada “difusão vermelha” funciona como um alerta internacional emitido pela Interpol para auxiliar autoridades policiais na localização de foragidos.

O sistema reúne informações como nome, nacionalidade, data de nascimento, fotografias, características físicas e detalhes do crime investigado.

Apesar disso, a Interpol esclarece que não possui poder de prisão nem realiza capturas diretamente. A decisão de prender ou não um procurado cabe às autoridades de cada país membro.

“A Interpol não pode obrigar as autoridades policiais de nenhum país a prender alguém alvo de um Alerta Vermelho. Cada país decide o valor legal que atribui ao alerta”, informa a organização.

Fonte: R7