Vacina contra câncer da Moderna e Merck mostra resultados promissores contra retorno do melanoma
Tratamento personalizado com tecnologia de mRNA aumentou o tempo sem recidiva em pacientes de alto risco, segundo resultados preliminares
Uma vacina experimental contra o câncer desenvolvida pela Moderna e pela Merck apresentou resultados promissores na prevenção do retorno do melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele.
As empresas anunciaram nesta quarta-feira que o tratamento conseguiu prolongar o período antes de o câncer voltar ou se espalhar em pacientes considerados de alto risco.
O estudo de fase 3 envolveu pessoas que já haviam passado por cirurgia para remover o melanoma. Os participantes receberam uma vacina personalizada de mRNA, chamada Intismeran, combinada com o medicamento de imunoterapia Keytruda, da Merck.
Tratamento é personalizado para cada paciente
A proposta utiliza a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) para desenvolver uma vacina específica para as características do câncer de cada paciente.
Segundo as empresas, os resultados preliminares indicam que a combinação conseguiu aumentar o tempo até uma possível recorrência da doença.
O estudo, porém, ainda não teve seus dados completos publicados em uma revista científica revisada por especialistas. Moderna e Merck afirmaram que os resultados serão apresentados em uma próxima conferência médica e enviados às autoridades regulatórias.
O acompanhamento dos pacientes continuará para avaliar também se o tratamento aumenta a sobrevida geral.
Empresas classificam resultado como histórico
Moderna e Merck classificaram os resultados como um avanço importante no desenvolvimento de vacinas personalizadas contra o câncer.
“Durante muitos anos, a ideia de criar um tratamento de mRNA desenvolvido especificamente para o câncer de cada paciente era apenas uma aspiração. Agora estamos ajudando a transformar essa visão em realidade”, afirmou Stéphane Bancel, CEO da Moderna.
O anúncio teve forte impacto no mercado financeiro. As ações da Moderna chegaram a subir 106% nas negociações antes da abertura do mercado, enquanto os papéis da Merck avançaram cerca de 7%.
Apesar dos resultados iniciais, os dados completos ainda precisam ser apresentados e avaliados pela comunidade científica e pelos órgãos reguladores antes que o tratamento possa ser considerado uma nova opção aprovada contra o melanoma.
Fonte: NBC