Escolas municipais do Rio passam a cobrar presença de alunos

Por Agência Brasil

Rio de Janeiro - A Universidade Estadual do Rio de Janeiro(Uerj) volta às aulas. De acordo com os diretores, a decisão pela volta deve-se ao avanço no restabelecimento das condições mínimas de limpeza, manutenção de elevadores e segurança e à preocupação com o enorme prejuízo que os sucessivos adiamentos vêm impondo aos estudantes de graduação e do Colégio de Aplicação (CAP). Profundamente atingida pela crise financeira do governo fluminense, a Uerj adiou cinco vezes o início das aulas referentes ao segundo semestre de 2016. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A partir de hoje (3), as escolas da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro passam a cobrar a presença obrigatória dos estudantes em sala de aula. O retorno das aulas presenciais, sem rodízio de alunos, começou no dia 18 de outubro, com as turmas de pré-escola, 1º, 2º, 5º e 9º anos do ensino fundamental e programa Carioca II.

A segunda fase da retomada ocorreu na segunda-feira passada (25), com a volta das creches, classes especiais, educação de jovens e adultos (EJA) e 3º, 4º, 6º, 7º e 8º anos do ensino fundamental.

Desde fevereiro, por causa da pandemia de covid-19, as aulas presenciais vinham sendo feitas em sistema de rodízio, com metade da lotação das turmas. Os grupos se alternavam de semana em semana entre os ensinos presencial e remoto.

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Atividades remotas

Na semana passada, o secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha, informou que 25 mil alunos não entregaram as atividades remotas no último bimestre, nem frequentaram as aulas presenciais.

“Nós não vamos ficar de braços cruzados e achar que isso é normal. É muito importante que a gente garanta que todos os nossos alunos tenham acesso à educação e, para isso, a volta da obrigatoriedade das aulas presenciais é um importante passo nessa direção. Lugar de criança é na escola”.

Tanto a secretaria municipal quanto a estadual de Educação do Rio de Janeiro já anunciaram que farão uma busca ativa dos estudantes que não retornaram às aulas presenciais.

Poderão permanecer no ensino remoto os alunos com comorbidades, mediante apresentação de laudo médico.