Energia solar supera carvão nos EUA pela primeira vez, aponta relatório

Produção solar atingiu nível recorde em maio e respondeu por mais eletricidade do que o carvão no país, mesmo diante de medidas do governo Trump para fortalecer combustíveis fósseis.

Por Lara Barth

Clima ensolarado genérico; sol; calor

Pela primeira vez na história dos Estados Unidos, a energia solar gerou mais eletricidade do que o carvão em um único mês. Os dados foram divulgados pelo instituto Ember e mostram que, em maio de 2026, a energia solar respondeu por 12,8% da eletricidade produzida no país, enquanto o carvão representou 12,2%.

Segundo o relatório, foram gerados 45,5 terawatts-hora (TWh) de energia solar no período, um aumento de 17% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Especialistas destacam que o recorde pode ser superado nos próximos meses, já que junho e julho costumam registrar os maiores níveis de produção solar.

Enquanto a energia solar avança, a participação do carvão continua em queda. Há cinco anos, o combustível respondia por quase 20% da eletricidade gerada nos EUA. Hoje, essa participação caiu para pouco mais de 12%.

Outro estudo, divulgado pela Associação das Indústrias de Energia Solar (SEIA), aponta que os Estados Unidos adicionaram 7,8 gigawatts de nova capacidade solar apenas no primeiro trimestre de 2026. Atualmente, existem mais de 6 milhões de instalações solares em operação no país.

O crescimento ocorre em meio ao aumento da demanda por energia, impulsionado principalmente por centros de dados e tecnologias ligadas à inteligência artificial.

Apesar da expansão do setor, o governo Trump tem adotado medidas para fortalecer a indústria do carvão, incluindo investimentos federais superiores a US$ 700 milhões para modernizar usinas e ampliar a produção do combustível.

Especialistas em energia afirmam que a energia solar segue sendo a fonte de eletricidade que mais cresce nos Estados Unidos, impulsionada pelo menor custo de instalação, rapidez na implementação e crescente demanda por fontes limpas de energia.

Fonte: ABC