Preço médio da gasolina volta a US$ 4 por galão nos EUA em meio à escalada do conflito com o Irã

Alta dos combustíveis acompanha aumento do petróleo após novos ataques entre Estados Unidos e Irã; valor médio é quase 30% maior que há um ano.

Por Lara Barth

Alteração nos preços da gasolina

O preço médio da gasolina nos Estados Unidos voltou a atingir US$ 4 por galão nesta segunda-feira (20), impulsionado pela alta do petróleo no mercado internacional em meio à escalada das tensões entre os Estados Unidos e o Irã.

Segundo a Associação Americana de Automóveis (AAA), o valor médio nacional da gasolina comum chegou novamente ao patamar de US$ 4 por galão, acima dos US$ 3,14 registrados no mesmo período do ano passado.

O preço representa uma média nacional e varia de acordo com cada estado. Em algumas regiões, os motoristas já pagavam mais de US$ 4 por galão há semanas, enquanto outras continuam registrando valores abaixo dessa marca. A diferença é influenciada por fatores como oferta regional de combustível e carga tributária.

Os preços dos combustíveis também vêm aumentando em outros países, refletindo a instabilidade provocada pelo conflito no Oriente Médio.

A gasolina havia ultrapassado os US$ 4 por galão pela primeira vez no fim de março. Em meados de junho, os preços recuaram após um acordo provisório entre Estados Unidos e Irã aliviar as preocupações sobre o fornecimento global de petróleo. Na época, o presidente Donald Trump chegou a criticar a lentidão na queda dos preços nas bombas, apesar da redução das cotações do petróleo.

Nos últimos dias, porém, o mercado voltou a reagir com a intensificação dos confrontos entre os dois países e o aumento do risco de uma guerra em larga escala.

Nesta segunda-feira, o barril do petróleo Brent, referência internacional, subiu 3,2%, sendo negociado a US$ 90,95. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, avançou 2,8%, alcançando US$ 84,04 por barril. A expectativa é de que novas oscilações nos preços dos combustíveis dependam da evolução do conflito e do impacto sobre a oferta global de petróleo.

Fonte: ABC