Fim dos upgrades gratuitos? Passageiros estão pagando mais por assentos premium nos EUA

Companhias aéreas registram alta na venda de cabines premium e ampliam opções de primeira classe, executiva e econômica premium para atender à demanda.

Por Lara Barth

Imagem genérica de passageiros no avião

Conseguir um upgrade gratuito para a primeira classe está se tornando cada vez mais raro. Isso porque um número crescente de passageiros tem optado por pagar por assentos premium, impulsionando uma mudança significativa na estratégia das companhias aéreas.

Segundo os balanços financeiros mais recentes de empresas como Delta, United e American Airlines, a receita gerada por assentos premium vem crescendo rapidamente e, em alguns casos, já rivaliza com a obtida com as passagens da classe econômica.

A Delta informou que, no primeiro semestre de 2026, arrecadou com assentos premium praticamente o mesmo valor obtido com as vendas da classe econômica. Para especialistas, o comportamento dos consumidores mudou após a pandemia, quando as companhias reduziram os preços desses assentos para atrair passageiros.

Agora, muitas pessoas estão dispostas a pagar um valor adicional por mais conforto, especialmente em voos longos. Em muitos casos, o upgrade custa apenas algumas centenas de dólares a mais do que uma passagem comum, tornando a experiência premium mais acessível.
As companhias também passaram a oferecer promoções de upgrade diretamente em seus aplicativos após a compra da passagem, aumentando as chances de o passageiro trocar de categoria por um preço considerado vantajoso.

Com a demanda em alta, as empresas ampliaram a oferta de produtos premium, incluindo assentos com mais espaço para as pernas, classe econômica premium, executiva e primeira classe. Até companhias de baixo custo, como Frontier e JetBlue, passaram a investir nesse segmento para acompanhar a preferência dos consumidores.

A tendência indica que os tradicionais upgrades gratuitos, antes comuns para clientes fiéis, devem se tornar cada vez menos frequentes à medida que mais passageiros optam por pagar pelos assentos de maior conforto.