Juros do financiamento imobiliário nos EUA sobem a 7,28%, maior nível em quase três anos

Taxa média do financiamento de 30 anos teve a maior alta semanal em quatro anos e já encarece em cerca de US$ 276 por mês um empréstimo de US$ 400 mil

Por Lara Barth

Aluguel; casa; compra; venda

A taxa média do financiamento imobiliário de longo prazo nos Estados Unidos subiu novamente nesta semana e chegou a 7,28%, o maior nível em quase três anos, segundo a Freddie Mac. Na semana anterior, a média estava em 7,03%.
Foi a sexta semana consecutiva de alta e a maior elevação semanal da taxa em quatro anos. Em 22 de novembro de 2023, a taxa havia chegado a 7,29%. Há um ano, estava em 6,34%.
O financiamento de 15 anos também ficou mais caro, passando de 6,42% para 6,60%. No mesmo período do ano passado, a média era de 5,55%.
Impacto no bolso
O aumento dos juros reduz o poder de compra dos consumidores e pode levar potenciais compradores a adiar a aquisição de um imóvel.
Em fevereiro, a taxa média de 30 anos chegou a cair brevemente para 5,98%, o menor nível desde o fim de 2022. Desde então, a alta representa aproximadamente US$ 276 a mais por mês nas parcelas de quem financia US$ 400 mil, considerando a taxa média atual.
A taxa efetivamente oferecida a cada comprador pode ser maior ou menor, dependendo de fatores como renda, histórico de crédito e condições do financiamento.
Mercado imobiliário perde força
O mercado imobiliário americano enfrenta dificuldades desde 2022, quando os juros começaram a subir após os níveis excepcionalmente baixos registrados durante a pandemia.
As vendas de imóveis usados permaneceram próximas de mínimas de décadas. Em agosto, as vendas caíram 2% em relação a julho, para uma taxa anualizada de 3,98 milhões de unidades, segundo a Associação Nacional de Corretores de Imóveis (NAR).
Os pedidos de financiamento também diminuíram. De acordo com a Mortgage Bankers Association, as solicitações de hipotecas recuaram 6% na última semana, a quarta queda semanal consecutiva. Os pedidos para refinanciamento também diminuíram.
Compradores recorrem a financiamentos variáveis
Com os juros dos contratos tradicionais de 30 anos elevados, mais consumidores estão optando pelas chamadas ARMs, hipotecas com taxas ajustáveis.
Esses financiamentos normalmente oferecem juros iniciais mais baixos que os contratos fixos de 30 anos, mas podem sofrer alterações posteriormente. Na semana passada, os ARMs representaram mais de 10% de todos os pedidos de financiamento nos EUA.
A alta das hipotecas acompanha, entre outros fatores, as expectativas de inflação, as decisões do Federal Reserve e o comportamento do mercado de títulos. As taxas de financiamento imobiliário costumam seguir de perto o rendimento dos títulos do Tesouro americano de 10 anos, usado como referência pelos credores.

Fonte: US News