FIFA enfrenta falhas técnicas na venda de ingressos para a Copa do Mundo de 2026

Torcedores relataram filas longas e erros nos links durante nova fase de vendas; entidade também é criticada por preços elevados

Por Lara Barth

Troféu Copa do Mundo de Seleções da Fifa

A FIFA enfrentou problemas técnicos nesta quarta-feira (1º) ao retomar a venda de ingressos para a Copa do Mundo de 2026, pouco após a definição das 48 seleções participantes do torneio.

Usuários relataram dificuldades ao acessar a plataforma, incluindo redirecionamentos incorretos para páginas destinadas a grupos específicos de torcedores. Alguns foram encaminhados para uma fase de vendas voltada a fãs de seleções classificadas na véspera, enquanto outros enfrentaram longas filas virtuais — com tempos de espera superiores a 90 minutos.

A entidade máxima do futebol não informou quais partidas ou categorias de preços estavam disponíveis nesta etapa, chamada de “fase de vendas de última hora”. Por volta do meio-dia, a FIFA afirmou que os links já funcionavam corretamente, mas não explicou a causa dos erros iniciais.

A organização também destacou que nem todos os ingressos remanescentes foram disponibilizados de uma só vez para os 104 jogos do torneio, que será disputado entre 11 de junho e 19 de julho de 2026, em sedes nos Estados Unidos, México e Canadá. Novos lotes serão liberados gradualmente.

Esta é a quinta fase de vendas, após etapas anteriores com sorteios e pré-vendas. Pela primeira vez, os torcedores podem escolher assentos específicos, em vez de apenas categorias de ingresso.

Outro ponto de controvérsia é o uso de preços dinâmicos, que ajustam valores conforme a demanda. Em fases anteriores, os ingressos variaram entre US$ 140 e US$ 8.680. Após críticas, a FIFA anunciou que disponibilizaria uma quantidade limitada de entradas a US$ 60 para torcedores mais fiéis de cada seleção.

O modelo de precificação também gerou reação política: 69 parlamentares democratas dos Estados Unidos enviaram carta à FIFA criticando a medida, afirmando que ela torna o torneio menos acessível.

Além disso, a entidade mantém um mercado próprio de revenda de ingressos, cobrando cerca de 15% tanto de compradores quanto de vendedores. Grupos de torcedores também têm denunciado o aumento expressivo nos preços no mercado secundário.

Apesar das críticas, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou anteriormente que a demanda por ingressos é histórica, comparando o volume de solicitações ao equivalente a “mil anos de Copas do Mundo”.

Fonte: NBC