Governo dos EUA alerta que falta de verba pode comprometer segurança da Copa do Mundo de 2026
Autoridade da Casa Branca diz que paralisação parcial aumenta vulnerabilidades às vésperas do torneio, que começa em junho
O governo dos Estados Unidos alertou que a falta de financiamento para o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) pode comprometer a segurança da Copa do Mundo de 2026, que será realizada a partir de junho em cidades dos Estados Unidos, México e Canadá.
Andrew Giuliani, diretor executivo da força-tarefa da Casa Branca para o torneio, afirmou em entrevista à ABC News que a paralisação parcial do governo federal torna o evento mais vulnerável a riscos, especialmente diante da expectativa de um dos maiores fluxos de viagens da história.
“Estamos aqui para deixar claro que, para garantir uma Copa segura e bem-sucedida, precisamos que o departamento volte a funcionar imediatamente”, disse Giuliani, diretamente da sede do DHS, em Washington, D.C.
O Departamento de Segurança Interna desempenha papel central na organização do evento, atuando desde a proteção contra ataques cibernéticos, por meio da Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura, até a triagem de passageiros em aeroportos, com agentes da TSA, e o controle de entradas no país, feito pela Alfândega e Proteção de Fronteiras.
Segundo Giuliani, o financiamento do órgão é essencial para garantir integração entre as diferentes agências envolvidas — um dos pilares da estratégia de segurança para o torneio.
Ele também destacou que a última edição da Copa do Mundo enfrentou bilhões de tentativas de ataques cibernéticos contra a FIFA, patrocinadores e o governo do Catar, e que a expectativa para 2026 é de um volume ainda maior, possivelmente o dobro.
A paralisação também tem afetado o treinamento de novos agentes de segurança aeroportuária, além de interromper exercícios de simulação que deveriam estar em andamento com diferentes órgãos e parceiros envolvidos na organização do evento.
Caso o impasse no financiamento persista por mais duas semanas, o governo avalia recorrer a outras agências para suprir lacunas. Ainda assim, Giuliani reconheceu que, mesmo com a retomada dos recursos, podem existir falhas operacionais até maio.
Ele também alertou para o risco de perda de profissionais, já que muitos servidores podem deixar seus cargos devido a dificuldades financeiras causadas pela paralisação.
Fonte: ABC