FIFA triplica preço dos ingressos mais caros para a final da Copa do Mundo de 2026
Entradas VIP para decisão em Nova Jersey chegam a quase US$ 33 mil e geram críticas sobre política de preços
A FIFA triplicou o valor dos ingressos mais caros para a final da Copa do Mundo de 2026, marcada para 19 de julho no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey, nos Estados Unidos.
As entradas da categoria mais premium passaram a custar US$ 32.970, cerca de R$ 180 mil na cotação atual. Os bilhetes foram disponibilizados nesta quinta-feira no site oficial de vendas da entidade.
Anteriormente, o maior valor anunciado para a decisão era de US$ 10.990. Agora, esse preço aparece apenas para ingressos destinados a pessoas com mobilidade reduzida e acessibilidade especial.
Os preços elevados também atingem outros jogos importantes do torneio. Os ingressos para uma das semifinais, no AT&T Stadium, no Texas, variam entre US$ 2.705 e US$ 11.130. Já a outra semifinal, em Atlanta, chega a US$ 10.635.
As partidas da seleção dos Estados Unidos na fase de grupos também apresentam valores altos. O jogo de estreia contra o Paraguai, em Los Angeles, tem ingressos entre US$ 1.120 e US$ 2.735. Contra a Austrália, em Seattle, os preços chegam a US$ 2.715.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, defendeu a política de preços durante participação em um evento na Califórnia nesta semana.
“Precisamos olhar para o mercado. Estamos em um país onde o entretenimento é extremamente desenvolvido, então precisamos aplicar preços compatíveis”, afirmou.
Infantino argumentou ainda que o sistema de revenda nos Estados Unidos faz com que ingressos vendidos inicialmente por preços mais baixos acabem revendidos por valores ainda maiores.
“Mesmo com pessoas dizendo que os preços já são altos, os ingressos acabam sendo revendidos por mais do que o dobro”, declarou.
Na plataforma oficial de revenda da FIFA, ingressos para a final estavam sendo anunciados nesta quinta-feira por valores que variavam de US$ 8.970 até impressionantes US$ 11,5 milhões.
O ingresso mais caro listado correspondia a um assento localizado próximo ao topo do estádio.
A FIFA afirma que não controla os preços de revenda, mas cobra taxas de 15% tanto do comprador quanto do vendedor em cada transação realizada na plataforma oficial.
As tarifas e o modelo de precificação geraram críticas de parlamentares americanos. Os deputados democratas Frank Pallone e Nellie Pou enviaram uma carta à FIFA pedindo esclarecimentos sobre o sistema de preços dinâmicos e a disponibilidade real de ingressos.
Segundo os parlamentares, fãs vêm enfrentando dificuldades e falta de transparência no processo de compra.
“Estamos profundamente preocupados com relatos de preços opacos, regras variáveis e práticas potencialmente enganosas”, afirmaram na carta.
Eles também acusam a FIFA de restringir artificialmente a oferta de ingressos para aumentar a demanda e pressionar consumidores a comprarem rapidamente.
Até o momento, a entidade máxima do futebol não respondeu oficialmente às críticas dos congressistas.
Fonte: ABC