Calor extremo preocupa organização e torcedores da Copa do Mundo de 2026 na América do Norte

Especialistas alertam para riscos à saúde de jogadores e fãs durante partidas em cidades como Miami, Dallas e Houston

Por Lara Barth

Clima ensolarado genérico; sol; calor

A Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México, já acende um alerta entre especialistas por causa das altas temperaturas previstas durante o torneio. Com jogos programados para junho e julho — os meses mais quentes do verão no hemisfério norte — cientistas e profissionais da saúde esportiva afirmam que o calor extremo poderá afetar diretamente atletas, torcedores e trabalhadores envolvidos no evento.

Cidades-sede como Miami, Dallas, Houston e Monterrey estão entre as mais preocupantes devido à combinação de calor intenso e alta umidade, condição que aumenta a sensação térmica e dificulta a regulação da temperatura corporal.

Um estudo publicado em 2024 apontou que algumas sedes podem registrar níveis de calor considerados perigosos durante horários de pico. Monterrey, no México, Arlington, no Texas, e Houston foram identificadas como as cidades com maior risco para jogadores e espectadores.

Embora alguns estádios sejam climatizados, como o AT&T Stadium e o NRG Stadium, outros locais importantes do torneio não possuem cobertura total ou ar-condicionado, caso do Hard Rock Stadium, em Miami, e do Estadio Monterrey, no México.

Especialistas afirmam que o calor pode provocar desidratação, fadiga, queda de desempenho físico, redução da capacidade cognitiva e aumento do risco de hipertermia. Além disso, atletas precisarão de até duas semanas de adaptação ao clima quente para minimizar os impactos físicos.

Os riscos também se estendem aos torcedores, especialmente em áreas externas antes e depois das partidas. O consumo de álcool, a exposição prolongada ao sol e a dificuldade de hidratação aumentam o risco de problemas relacionados ao calor.

Uma das medidas anunciadas pela FIFA foi a implementação de pausas de hidratação de três minutos durante os jogos. No entanto, especialistas consideram a iniciativa insuficiente diante das condições previstas.

Outro ponto que gerou críticas foi a decisão da FIFA de proibir torcedores de levarem garrafas reutilizáveis de água para os estádios, medida vista como contraditória em um evento que poderá enfrentar temperaturas extremas.

Jogadores profissionais e ex-atletas também divulgaram uma carta aberta pedindo que a FIFA reavalie seus protocolos de segurança climática antes do início do torneio, destacando que o calor pode comprometer tanto o desempenho quanto a saúde dos envolvidos.

Fonte: ABC