Administração Biden propõe ampliar cobertura de medicamentos contra obesidade no Medicare e Medicaid
Cerca de 42% dos americanos enfrentam a obesidade, segundo a Casa Branca
A administração Biden propôs uma nova regra para "expandir significativamente" a cobertura de medicamentos anti-obesidade para os americanos com Medicare e Medicaid, de acordo com a Casa Branca.
"Nos últimos anos, houve grandes avanços científicos no tratamento da obesidade, com a introdução de novos medicamentos que podem salvar vidas", disse a Casa Branca em um comunicado divulgado na terça-feira (26). "Esses medicamentos podem ajudar a prevenir o desenvolvimento de diabetes tipo 2. Além disso, eles reduzem mortes e doenças causadas por infarto e outros problemas cardiovasculares em até 20%. Mas, para muitos americanos, esses tratamentos essenciais são muito caros e, por isso, inacessíveis. Sem cobertura de seguro, esses medicamentos podem custar até $1.000 por mês."
Milhões de americanos sofrem de obesidade – estima-se que 42% da população, de acordo com a Casa Branca – e a obesidade é amplamente reconhecida como uma doença crônica com risco elevado de morte precoce e várias comorbidades relacionadas, como diabetes, doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral (AVC) e alguns tipos de câncer.
Atualmente, o Medicare e Medicaid cobrem o uso de medicamentos contra a obesidade em alguns casos, como o diabetes. No entanto, a nova proposta apresentada na terça-feira visa "expandir o acesso a esses medicamentos inovadores para a obesidade, que é amplamente reconhecida como uma doença, e ajudar cerca de 3,4 milhões de americanos com Medicare", afirmou a Casa Branca.
"A cobertura do Medicare reduziria os custos diretos para esses medicamentos em até 95% para alguns beneficiários. Aproximadamente 4 milhões de adultos no Medicaid também teriam acesso a esses medicamentos", disse a Casa Branca.
A proposta visa "permitir que os americanos e seus médicos determinem o melhor caminho para uma vida mais saudável, sem se preocupar com a capacidade de pagar esses medicamentos e, ao mesmo tempo, reduzir os custos com saúde para o país", afirmaram os representantes da Casa Branca.
A regra proposta seria implementada juntamente com uma agenda mais ampla para reduzir os custos dos medicamentos, incluindo o programa de negociação de preços e aumento da concorrência no mercado.
"Graças aos esforços do Presidente, os idosos já estão vendo a redução nos custos dos medicamentos, com o preço do insulina limitado a $35, vacinas gratuitas e custos com medicamentos prescritos limitados a $2.000 a partir de 2025", disse a administração Biden. "Só este ano, quase 1,5 milhão de pessoas com o Medicare Part D economizaram quase $1 bilhão em custos com medicamentos no primeiro semestre de 2024 devido à Lei de Redução da Inflação da administração Biden-Harris. Além disso, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) chegou a um acordo com os fabricantes de medicamentos sobre os primeiros dez medicamentos negociados, com novos preços reduzidos entre 38% e 79%, a partir de 2026.”