Economia dos EUA cresce a 2,8% no terceiro trimestre, impulsionada pelo consumo

A economia expandiu-se a um ritmo anual saudável de 2,8% de julho a setembro, devido aos gastos do consumidor e ao aumento das exportações

Por Lara Barth

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A economia americana se expandiu a um ritmo anual de 2,8% de julho a setembro, impulsionada por um forte consumo das famílias e um aumento nas exportações, informou o governo nesta quarta-feira (27), mantendo inalterada a estimativa inicial de crescimento do terceiro trimestre.

O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA — que mede a produção de bens e serviços — desacelerou em relação ao ritmo de 3% registrado no período de abril a julho, de acordo com o Departamento de Comércio.

No entanto, o relatório do PIB mostrou que a economia dos Estados Unidos — a maior do mundo — continua surpreendentemente resistente. O crescimento superou os 2% em oito dos últimos nove trimestres.

Dentro dos dados do PIB, uma categoria que mede a força subjacente da economia cresceu a um ritmo anual sólido de 3,2% de julho a setembro, acima de 2,7% no trimestre de abril a junho. Essa categoria inclui o consumo das famílias e o investimento privado, mas exclui itens voláteis como exportações, estoques e gastos do governo.

O consumo das famílias, que representa cerca de 70% da atividade econômica dos EUA, acelerou para um ritmo anual de 3,5% no último trimestre, acima dos 2,8% no período de abril a junho, marcando o crescimento mais rápido desde o quarto trimestre de 2023. As exportações também contribuíram para o crescimento do terceiro trimestre, com aumento de 7,5%, o maior em dois anos. No entanto, tanto o crescimento do consumo quanto das exportações foi mais baixo do que o estimado inicialmente pelo Departamento de Comércio.

O investimento empresarial, por outro lado, desacelerou drasticamente devido à queda nos investimentos em habitação e prédios não residenciais, como escritórios e armazéns. Em contrapartida, o gasto com equipamentos disparou.

Quando assumir o cargo no próximo mês, o presidente eleito Trump herdará uma economia que parece, em termos gerais, saudável. O crescimento é constante, o desemprego está baixo em 4,1%, e a inflação, que atingiu uma alta de 9,1% em junho de 2022, caiu para 2,6%. Embora ainda acima da meta de 2% do Federal Reserve (banco central dos EUA), o banco central está satisfeito com o progresso no controle da inflação e cortou sua taxa de juros de referência em setembro e novamente neste mês. A maioria dos traders de Wall Street espera que o Fed reduza ainda mais os juros em dezembro.

Trump prometeu uma reformulação econômica. Na segunda-feira (25), por exemplo, ele prometeu impor novas tarifas de importação sobre produtos da China, México e Canadá. Economistas tradicionais veem essas tarifas como inflacionárias, pois são pagas pelos importadores dos EUA, que acabam repassando os custos mais altos para os consumidores.

O relatório de quarta-feira foi a segunda de três revisões do PIB do terceiro trimestre. O Departamento de Comércio divulgará o relatório final no dia 19 de dezembro.

Fonte: ABC