Passaporte dos EUA perde força e cai para 10º lugar em ranking global
Documento norte-americano oferece acesso sem visto a 182 destinos, enquanto Singapura lidera com 193 países.
O passaporte dos Estados Unidos caiu para a 10ª posição no ranking anual dos documentos de viagem mais poderosos do mundo, divulgado pelo Henley Passport Index. Esta é a primeira vez em 20 anos que os EUA ameaçam sair do top 10 da lista, que avalia quantos destinos cada passaporte permite acessar sem necessidade de visto.
Atualmente, cidadãos americanos podem entrar sem visto em 182 países. Em contraste, o passaporte de Singapura, que lidera o ranking, oferece acesso livre a 193 destinos. A colocação dos EUA está empatada com a Islândia e a Lituânia.
O declínio dos EUA nesse índice é constante desde 2014, quando o passaporte americano ocupava o primeiro lugar. Segundo a consultoria Henley & Partners, responsável pelo levantamento, países como Estados Unidos e Reino Unido adotaram políticas de entrada mais restritivas, o que tem contribuído para a queda.
“Seu passaporte não é mais apenas um documento de viagem — ele reflete a influência diplomática e os relacionamentos internacionais do seu país”, afirmou Juerg Steffen, CEO da Henley & Partners.
Apesar da quantidade de destinos que aceita o passaporte americano, os EUA não são tão receptivos: apenas 46 nacionalidades podem entrar no país sem visto, o que também prejudica sua posição em critérios de “abertura”.
Outros destaques do ranking incluem Japão e Coreia do Sul na segunda posição, com acesso a 190 países, além de Emirados Árabes Unidos e Canadá, que estão empatados na oitava colocação. No final da lista aparece o Afeganistão, cujo passaporte garante entrada sem visto em apenas 25 destinos.
O índice da Henley é baseado em dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) e leva em consideração acordos diplomáticos e políticas de isenção de visto.
Segundo Christian H. Kaelin, criador do conceito do índice, a posição dos países depende diretamente de suas estratégias diplomáticas. “O acesso é conquistado e mantido por meio de negociações e acordos recíprocos”, disse.
Fonte: CBS