Gripe avança rapidamente nos EUA com nova variante em circulação

Variante "subclade K" impulsiona aumento de casos; especialistas alertam para risco maior com as viagens de fim de ano — e reforçam a importância da vacina

Por Lara Barth

Medicamentos

A gripe está se espalhando com rapidez pelos Estados Unidos, impulsionada por uma nova variante do vírus — conhecida como “subclade K” — e a tendência é de crescimento nas próximas semanas, com o aumento das viagens e encontros de fim de ano.

A variante já havia provocado surtos antecipados no Reino Unido, no Japão e no Canadá. Nos EUA, a temporada de gripe costuma ganhar força em dezembro. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), mais da metade dos estados registra níveis **altos ou muito altos** de adoecimento.

Até 20 de dezembro, o CDC estima pelo menos 7,5 milhões de infecções, 81 mil internações e 3.100 mortes, incluindo oito crianças.

Alguns estados foram particularmente atingidos: Nova York registrou, em uma única semana, 71 mil casos, o maior número desde 2004.

Ainda é cedo para saber se a temporada será tão grave quanto a do ano passado. Mas especialistas reforçam: ainda dá tempo de se vacinar. Mesmo sem ser totalmente alinhada à nova variante, a vacina mostrou proteção parcial em estudo preliminar do Reino Unido, reduzindo o risco de hospitalização. Até agora, apenas cerca de 42% dos americanos tomaram a dose.

O que é a variante subclade K?

O vírus da gripe muda constantemente. A subclade K é uma versão mutada do subtipo H3N2, historicamente mais agressivo, sobretudo entre idosos. As alterações não são grandes o suficiente para criar um vírus totalmente novo, mas podem reduzir parte da proteção conferida pela vacina.

Ela deixa as pessoas mais doentes?

O CDC afirma que é cedo para avaliar. Temporadas dominadas pelo H3N2 costumam ser piores, com mais casos graves — mas pesquisadores ainda investigam se essa variante se espalha mais facilmente ou também é mais perigosa.

Medicamentos antivirais podem ajudar grupos de risco, mas precisam ser iniciados em até 1–2 dias após o início dos sintomas.

Quem deve se vacinar?

As autoridades recomendam a vacina para todas as pessoas a partir de 6 meses de idade. O risco é maior para idosos, gestantes, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas ou imunidade baixa. As vacinas deste ano protegem contra três cepas de influenza e seguem eficazes contra H1N1 e influenza B.

Há opções injetáveis e o spray nasal FluMist (para 2 a 49 anos), que pela primeira vez pode ser aplicado em casa em alguns casos.

Fonte: Local 10