O que muda para os passageiros com o fim dos assentos livres na Southwest Airlines

Companhia aérea abandona sistema histórico de lugares sem marcação e passa a adotar assentos atribuídos e tarifas diferenciadas

Por Lara Barth

Avião

Os passageiros da Southwest Airlines viveram nesta semana suas últimas disputas por assentos durante o embarque. A partir desta terça-feira, a companhia encerra oficialmente o sistema de assentos livres — uma de suas marcas registradas por mais de 50 anos — e passa a operar com lugares marcados, aproximando-se do modelo adotado por outras grandes aéreas dos Estados Unidos.

Com a mudança, os clientes passam a ter assentos atribuídos e a opção de pagar mais por lugares preferenciais, como os mais próximos da frente da aeronave ou com maior espaço para as pernas. A Southwest já vinha vendendo passagens dentro desse novo modelo desde julho.

Antes, os passageiros precisavam fazer o check-in exatamente 24 horas antes do voo para garantir uma posição melhor na fila de embarque. Quem conseguia entrar no grupo “A” praticamente assegurava um assento na janela ou no corredor, enquanto os grupos “B” e “C” enfrentavam maior risco de ficarem com lugares no meio.

O sistema foi criado para agilizar o embarque e reduzir o tempo das aeronaves em solo, ajudando a companhia a operar de forma mais eficiente e a manter a lucratividade por décadas — até a pandemia. Com o tempo, porém, o modelo perdeu o caráter igualitário, já que a empresa passou a vender posições privilegiadas na fila.

Agora, o embarque será feito em oito grupos, organizados por localização do assento, tipo de tarifa, status no programa de fidelidade e benefícios do cartão de crédito da companhia. Passageiros com assentos de maior espaço para as pernas embarcarão nos primeiros grupos, enquanto tarifas mais básicas ficarão entre os últimos.

Os cartões de embarque passam a exibir o número do assento e o grupo de embarque. Reservas de até nove pessoas, incluindo famílias, terão o mesmo grupo atribuído.

A nova política também altera as regras para passageiros que precisam de mais espaço: quem não couber confortavelmente em um único assento deverá comprar um lugar extra antecipadamente. Reembolsos ainda são possíveis, mas não mais garantidos.

A mudança se soma a outra decisão recente: em maio de 2025, a Southwest encerrou a política histórica de despacho gratuito de bagagens, passando a cobrar taxas da maioria dos passageiros.

Segundo o CEO da companhia, Robert Jordan, as alterações refletem a mudança nas preferências dos consumidores e a necessidade de aumentar a rentabilidade diante da pressão de investidores.

Fonte: ABC