Nova política de privacidade do TikTok gera reação negativa entre usuários; entenda o que muda
Coleta de localização precisa e nova abordagem sobre dados sensíveis levantam preocupações após app passar para controle dos EUA
A nova política de privacidade do TikTok, anunciada após a plataforma passar oficialmente para controle de uma empresa sediada nos Estados Unidos, tem provocado forte reação entre usuários e especialistas em privacidade. As mudanças, divulgadas em 22 de janeiro, levantaram dúvidas sobre a ampliação da coleta de dados pessoais, especialmente informações de localização precisa.
O TikTok confirmou que agora é controlado por uma nova entidade americana, criada para cumprir uma lei federal que exigia a venda da participação da chinesa ByteDance ou a saída do aplicativo do mercado dos EUA. No mesmo dia, a empresa publicou novos termos de uso e uma política de privacidade atualizada.
Nas redes sociais, usuários passaram a criticar o documento, classificando-o como “invasivo” e “predatório”. Um dos principais pontos de controvérsia é a inclusão explícita da possibilidade de coleta de localização precisa, como dados de GPS, caso o usuário permita o acesso nas configurações do dispositivo.
Especialistas apontam que essa é uma mudança relevante em relação à política anterior, que afirmava que o TikTok não coletava dados precisos de localização de usuários americanos. Segundo Caitriona Fitzgerald, do Electronic Privacy Information Center (EPIC), esse tipo de informação pode revelar desde o endereço exato até o andar de um apartamento.
O TikTok afirma que a atualização torna a política mais clara e que, no futuro, os usuários poderão optar por compartilhar ou não sua localização precisa. A empresa diz que os dados poderão ser usados para oferecer novos recursos e serviços.
Além disso, a política lista uma série de dados sensíveis que podem ser coletados, como origem racial ou étnica, crenças religiosas, informações de saúde física e mental, orientação sexual, identidade de gênero, status migratório e dados financeiros. Embora esses itens já aparecessem na política anterior, o novo texto afirma que o tratamento dessas informações será feito “de acordo com a legislação aplicável”, em linguagem mais ampla do que antes.
Desde a atualização, usuários só conseguem continuar usando o aplicativo após aceitar os novos termos. Para críticos, isso não configura uma escolha real, já que a alternativa é simplesmente deixar de usar a plataforma.
Fonte: CBS