Frio intenso persiste enquanto meteorologistas monitoram possível nova tempestade na Costa Leste
Nova frente de ar ártico e sistema em formação podem provocar neve, ventos fortes e frio histórico em diversas regiões dos EUA
Uma nova tempestade de inverno pode atingir a Costa Leste dos Estados Unidos neste fim de semana, logo após a passagem de um sistema poderoso e mortal que cobriu grandes áreas do país com neve e gelo e deixou dezenas de mortos. Os efeitos desse fenômeno ainda persistem em várias regiões e devem continuar com sucessivas ondas de ar ártico avançando do Canadá e mantendo as temperaturas abaixo de zero.
Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS), esse período pode se tornar a mais longa sequência de frio registrada em décadas no Leste e Sudeste do país.
Além do frio extremo, meteorologistas acompanham a formação de um possível sistema de baixa pressão ao largo da costa da Carolina do Norte. As previsões ainda indicam incertezas sobre a trajetória da tempestade, mas especialistas acreditam que ao menos áreas costeiras e partes do meio do Atlântico devem ser impactadas.
Modelos meteorológicos divergem sobre o caminho do sistema: alguns apontam que ele pode se deslocar mais para o oceano, reduzindo os impactos em terra, enquanto outros indicam uma inclinação para oeste, o que levaria neve e condições severas a regiões do Nordeste.
Há maior confiança de que haverá neve significativa nos estados do sul do meio do Atlântico, nas Carolinas e nos Apalaches do Sul. Em estados como Virgínia e Carolina do Norte, são esperadas condições de nevasca, com visibilidade muito reduzida e viagens consideradas extremamente perigosas. Em algumas áreas, o acúmulo de neve pode chegar a até 40 centímetros.
Rajadas de vento perigosas também preocupam, podendo atingir até 105 km/h em pontos da costa da Carolina do Norte, com risco de alagamentos costeiros.
O avanço de mais uma massa de ar ártico deve manter temperaturas negativas em grande parte do Leste do país. Cidades como Nova York, Filadélfia, Baltimore e Pittsburgh podem registrar mínimas recordes, com sensação térmica ainda mais baixa devido aos ventos intensos.
Meteorologistas também avaliam a possibilidade de formação de um “ciclone bomba”, fenômeno caracterizado pela rápida intensificação de uma tempestade de inverno. Embora não seja garantido, o cenário é considerado cada vez mais plausível caso o sistema avance pelo oceano com pouca interação com o continente.
Fonte: CBS