Passageiros sem Real ID pagarão taxa de US$ 45 nos aeroportos dos EUA a partir de 1º de fevereiro

Nova cobrança da TSA vale para quem não apresentar documento compatível e exigirá verificação extra de identidade antes do embarque

Por Lara Barth

Mudança valerá a partir de fevereiro

Viajantes que ainda não possuem um Real ID passarão a pagar uma taxa adicional de US$ 45 a partir de 1º de fevereiro nos aeroportos dos Estados Unidos. A cobrança será feita pela Administração de Segurança no Transporte (TSA) para cobrir os custos de uma triagem extra de identidade aplicada a quem não apresentar um documento considerado compatível.

Em vez de impedir o embarque, a TSA passará a utilizar um novo sistema chamado ConfirmID, que submete o passageiro a uma série de perguntas para verificar sua identidade antes de permitir a passagem pelo controle de segurança.

O Real ID é uma versão federalmente padronizada da carteira de motorista ou documento de identidade estadual, identificada por uma estrela preta ou dourada no canto superior direito. Quem não tiver o documento — ou outra identificação aceita, como passaporte ou cartão de viajante confiável do DHS — poderá usar o ConfirmID mediante o pagamento da taxa.

Segundo a TSA, cerca de 94% dos viajantes já estão em conformidade com as exigências, muitas vezes sem saber, pois o passaporte de qualquer país, por exemplo, já atende às regras.

A agência recomenda que o pagamento seja feito **antes de sair de casa**, por meio do site tsa.gov/ConfirmID. Após o pagamento, o passageiro receberá um comprovante por e-mail, que deverá ser apresentado ao agente de segurança no aeroporto. São aceitos pagamentos via cartão de crédito ou débito, conta bancária (ACH), PayPal e Venmo.

Quem deixar para resolver a situação apenas no aeroporto pode enfrentar atrasos de até 30 minutos adicionais no processo de triagem, aumentando o risco de perder o voo. Especialistas alertam que seguros de viagem normalmente não cobrem esse tipo de contratempo.

A validação feita pelo ConfirmID vale por 10 dias. A TSA destaca que o objetivo da taxa não é arrecadatório, mas garantir que o custo da verificação extra seja pago pelo passageiro, e não pelos contribuintes.

Fonte: CBS