O que se sabe sobre o homem morto após invadir perímetro de Mar-a-Lago
Família diz que jovem não tinha interesse por armas nem por política; autoridades afirmam que ele estava armado
O homem morto a tiros após invadir o perímetro de segurança do resort Mar-a-Lago, na Flórida, foi identificado como Austin Tucker Martin, de 21 anos. Segundo as autoridades, ele carregava uma espingarda e um galão de combustível quando foi confrontado na madrugada de domingo. Já familiares afirmam que o jovem não tinha familiaridade com armas e não demonstrava interesse por política.
De acordo com a polícia, o incidente começou por volta da 1h30, quando a segurança de Mar-a-Lago detectou que um indivíduo havia ultrapassado a área interna de proteção. Ao abordá-lo, agentes encontraram um homem branco portando uma espingarda e um recipiente com combustível. O presidente Donald Trump estava em Washington, D.C., no momento do ocorrido.
O primo de Martin, Braeden Fields, contestou a versão de que ele teria experiência com armas. Em entrevista à emissora WTVD, afiliada da ABC, Fields afirmou que o jovem era “muito quieto”, não gostava de armas e sequer sabia manuseá-las. “Ele nunca usou uma arma. Não gosta, diz que machuca os ouvidos”, declarou. Segundo ele, a única arma que Martin teria usado na vida foi uma espingarda de pressão.
Fields contou ainda que a família é apoiadora de Trump e que Martin evitava discussões políticas. “Ele nunca quis se envolver com política”, disse. O primo afirmou que ficou chocado com o ocorrido: “Crescemos praticamente juntos. Nunca imaginei que ele faria algo assim.”
Martin trabalhava em um campo de golfe preparando o local para a temporada e, segundo a família, gostava de doar parte do salário para instituições de caridade. Um site registrado em seu nome mostra interesse por arte em aquarela e tinta, com foco em paisagens de campos de golfe.
Horas antes do episódio, a família havia registrado o desaparecimento do jovem na Carolina do Norte. De acordo com o Gabinete do Xerife do Condado de Moore, um parente procurou um policial por volta de 1h38 do dia 22 de fevereiro de 2026 para informar que Martin estava desaparecido — praticamente no mesmo horário em que ele teria invadido o perímetro de Mar-a-Lago, a cerca de 1.100 quilômetros de distância.
Após o registro, o nome de Martin foi incluído no banco de dados nacional de pessoas desaparecidas. Posteriormente, autoridades federais informaram à família que conduziam uma investigação ativa na Flórida envolvendo o jovem, e o caso foi transferido aos investigadores federais.
Segundo Fields, a mãe de Martin está “arrasada” com a morte do filho e com as críticas que vêm sendo feitas nas redes sociais. “Se as pessoas não o conheciam de verdade, não entenderiam. Ele era um bom garoto”, afirmou.
Fonte: ABC