Filas de até 3 horas em aeroportos dos EUA por falta de agentes da TSA durante paralisação do governo
Escassez de funcionários de segurança coincide com alta demanda de viagens no Spring Break
Passageiros em aeroportos dos Estados Unidos estão enfrentando longas filas nos pontos de segurança devido à falta de agentes da Administração de Segurança no Transporte (TSA), em meio à paralisação parcial do governo federal. O problema ocorre justamente no início da temporada de viagens do Spring Break, quando o fluxo de passageiros aumenta significativamente.
Segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS), alguns aeroportos registraram filas de quase três horas para passar pela inspeção de segurança, provocando atrasos e perda de voos.
Entre os aeroportos com maiores tempos de espera estão:
- Hobby Airport e George Bush Intercontinental, em Houston
- Aeroporto Internacional de Nova Orleans, na Louisiana
- Hartsfield-Jackson, em Atlanta, Geórgia
- Charlotte Douglas, na Carolina do Norte
As autoridades recomendam que passageiros cheguem aos aeroportos entre três e quatro horas antes do voo para evitar problemas com o embarque.
A escassez de funcionários ocorre porque muitos trabalhadores da TSA estão sem receber salário durante a paralisação parcial do governo. Eles receberam apenas um pagamento parcial duas semanas atrás e, caso o impasse continue, devem receber o primeiro contracheque zerado na próxima semana.
A situação já começa a afetar operações aeroportuárias. No Hobby Airport, em Houston, por exemplo, a fila exclusiva do TSA PreCheck precisou ser fechada temporariamente por falta de pessoal, deixando o controle de segurança funcionando com capacidade reduzida.
Além disso, o programa Global Entry, que agiliza a entrada de viajantes internacionais nos EUA, está temporariamente suspenso durante a paralisação.
A pressão sobre o sistema ocorre em um momento de grande movimento no setor aéreo. A associação Airlines for America estima que 171 milhões de passageiros viajarão entre 1º de março e 30 de abril, cerca de 4% a mais que no ano passado, com uma média próxima de 3 milhões de passageiros por dia.
Representantes da indústria de aviação alertam que as filas podem ficar ainda piores caso o impasse político continue. Aeroportos e parceiros do setor têm oferecido cartões de combustível e alimentação para ajudar os agentes da TSA, mas especialistas dizem que essas medidas são apenas paliativas.
Segundo líderes do setor, se a paralisação se prolongar, faltas ao trabalho e pedidos de demissão podem aumentar, agravando ainda mais os atrasos.
Fonte: ABC
