Senado confirma Markwayne Mullin como novo secretário de Segurança Interna dos EUA

Nomeação ocorre em meio a críticas à política migratória e paralisação parcial do departamento

Por Lara Barth

Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS)

O Senado dos Estados Unidos confirmou, na segunda-feira, o senador republicano Markwayne Mullin como novo secretário de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês). A aprovação ocorreu por 54 votos a 45, com apoio de dois democratas — John Fetterman e Martin Heinrich — enquanto o republicano Rand Paul votou contra.

Mullin, aliado próximo do presidente Donald Trump e em seu primeiro mandato no Senado, assume o cargo no lugar de Kristi Noem, demitida após uma série de controvérsias. A confirmação ocorre em um momento delicado, marcado por críticas à política migratória do governo e pela paralisação parcial do DHS.

Sem ampla experiência prévia em segurança interna, Mullin afirmou durante sua audiência de confirmação que pretende conquistar a confiança dos funcionários da pasta. Ele disse que sua meta é estabilizar a imagem do departamento e reduzir a exposição negativa na mídia.

“Quero trabalhar ao lado da equipe todos os dias para garantir segurança e confiança. Minha meta é que, em seis meses, o DHS não seja manchete diariamente, mas que as pessoas saibam que estamos protegendo e colaborando com elas”, declarou.

A nomeação acontece enquanto agências ligadas ao DHS, como a Administração de Segurança no Transporte (TSA) e a Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA), enfrentam dificuldades devido à falta de pagamento de funcionários. O cenário já impacta aeroportos em todo o país, com longas filas causadas pela ausência de agentes. No último domingo, foi registrado o maior índice de faltas desde o início da paralisação, com 11,76% dos agentes da TSA ausentes.

Diante da situação, Trump anunciou o envio de agentes do ICE para auxiliar na segurança aeroportuária.

A substituição de Noem ocorreu após uma semana de audiências problemáticas no Congresso e questionamentos sobre sua atuação à frente do DHS, especialmente após os tiroteios envolvendo agentes federais em Minneapolis. Ela foi criticada por declarações iniciais sobre os casos e acabou sendo afastada da condução das operações no estado.

Durante sua audiência, Mullin também foi questionado sobre os episódios e reconheceu que comentários anteriores foram precipitados. Ele havia classificado uma das vítimas, Alex Pretti, como um indivíduo “desequilibrado”, mas posteriormente admitiu que não tinha todas as informações.

“Foi um erro meu. Eu não deveria ter dito aquilo sem conhecer os fatos. Isso não vai acontecer como secretário”, afirmou.

O novo secretário conta com o apoio de Tom Homan, responsável pelas políticas de fronteira do governo, que elogiou sua nomeação e disse acreditar que Mullin poderá atuar de forma bipartidária e implementar mudanças positivas no departamento.

Fonte: ABC