Companhias aéreas liberam remarcação gratuita diante do caos em aeroportos dos EUA

Filas de até seis horas na segurança levam empresas a flexibilizar regras durante paralisação parcial do governo

Por Lara Barth

Avião

Companhias aéreas nos Estados Unidos passaram a permitir que passageiros remarquem ou cancelem voos sem adicionais em meio ao caos registrado em aeroportos por causa da paralisação parcial do governo federal. A crise afeta diretamente a Administração de Segurança no Transporte (TSA), responsável pela triagem de passageiros.

Em diversos aeroportos, viajantes enfrentam filas de várias horas nos pontos de segurança, sem clareza sobre quanto tempo devem chegar antes do embarque. A situação se agrava porque agentes da TSA estão trabalhando sem salário há semanas, levando muitos a abandonar os postos.

No aeroporto George Bush Intercontinental, em Houston, passageiros relataram esperas de até cinco horas para passar pela segurança, o que resultou em voos perdidos. Uma passageira, Summer Martinez, afirmou ter perdido três voos consecutivos e tentava embarcar pela quarta vez.

Diante do cenário, companhias como Allegiant Air, Delta Air Lines e United Airlines anunciaram medidas emergenciais para reduzir o impacto sobre os clientes.

A Allegiant lançou uma política de “viaje com confiança”, permitindo alterações ou cancelamentos sem custo adicional para voos afetados pela paralisação. A empresa também orienta os passageiros a monitorarem os tempos de espera nos aeroportos.

A Delta adotou medidas específicas para o aeroporto de Atlanta, um dos mais movimentados do país, recomendando que passageiros cheguem com até quatro horas de antecedência. A companhia permite remarcações sem cobrança para voos até o fim de março, mantendo a mesma classe tarifária.

Já a United Airlines flexibilizou regras para passageiros com voos de ou para Houston, onde as filas chegaram a até seis horas. A empresa permite alterações sem taxas, desde que o novo voo ocorra até o final do mês e nas mesmas condições da reserva original.

Especialistas do setor afirmam que as medidas refletem a gravidade da situação e a falta de perspectiva de rápida para a crise, já que o impasse político em Washington continua sem solução.

Fonte: CBS