Senado dos EUA aprova financiamento parcial do DHS e deixa ICE de fora
Medida é passo importante para encerrar paralisação de 42 dias, mas mantém impasse sobre imigração
O Senado dos Estados Unidos aprovou, na madrugada desta sexta-feira (27), um projeto de financiamento para o Departamento de Segurança Interna (DHS) que exclui recursos para o Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) e parte da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP). A decisão representa um avanço significativo para encerrar a paralisação parcial do órgão, que já dura 42 dias.
O pacote garante recursos para agências como a Administração de Segurança no Transporte (TSA), a Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA), a Guarda Costeira e a Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura (CISA). O texto agora segue para votação na Câmara dos Representantes e, se aprovado, ainda precisará da sanção do presidente Donald Trump para entrar em vigor.
A aprovação ocorreu por votação simbólica e reflete o impasse político em torno das políticas migratórias. Democratas condicionaram o financiamento do ICE e de partes do CBP à implementação de reformas, o que acabou não sendo incluído no projeto atual.
O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, afirmou que seu partido “manteve a posição” ao se recusar a liberar novos recursos sem mudanças nas práticas das agências de imigração. Já o líder da maioria, John Thune, criticou os democratas, acusando-os de dificultar negociações e priorizar interesses políticos.
Apesar de não estarem incluídas no novo pacote, as agências de imigração continuam operando com recursos provenientes de outras legislações aprovadas anteriormente.
Republicanos já indicaram que pretendem apresentar, ainda neste ano, um novo projeto para ampliar o financiamento do ICE e do CBP, possivelmente utilizando o mecanismo de reconciliação orçamentária — o que permitiria aprovação com maioria simples, sem necessidade de apoio democrata.
O debate evidencia a forte divisão no Congresso sobre políticas de imigração, que seguem como um dos principais pontos de conflito entre os partidos.
Fonte: ABC