Governo Trump mantém agentes do ICE em aeroportos durante paralisação do DHS
Autoridade de fronteira diz que apoio continuará até operações voltarem ao normal; impasse no Congresso prolonga shutdown
O governo do presidente Donald Trump continuará utilizando agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) para apoiar a segurança em aeroportos dos Estados Unidos enquanto durar a paralisação do Departamento de Segurança Interna (DHS). A informação foi confirmada por Tom Homan, responsável pela política de fronteiras da administração.
Segundo Homan, os agentes permanecerão atuando ao lado da Administração de Segurança no Transporte (TSA) “até que os aeroportos estejam operando 100% normalmente”. A medida ocorre em meio ao shutdown do DHS, que já ultrapassa 40 dias devido ao impasse no Congresso sobre o financiamento da agência.
Apesar de Trump ter anunciado recentemente que redirecionaria recursos para garantir o pagamento dos funcionários da TSA — que estavam sem salário há mais de um mês —, o órgão já enfrenta perdas. De acordo com dados oficiais, cerca de 500 agentes deixaram seus cargos desde o início da paralisação.
Com isso, o ICE tem ampliado sua presença nos aeroportos para compensar a redução de pessoal. “Se menos agentes da TSA voltarem, manteremos mais agentes do ICE”, afirmou Homan, destacando preocupações com segurança em um cenário de “ameaça elevada”.
O impasse político continua sem solução. O Senado aprovou um projeto que financia o DHS, mas sem incluir o ICE, o que foi rejeitado pela Câmara, que defende uma extensão temporária com financiamento completo do departamento. A divergência mantém o governo parcialmente paralisado.
Mesmo com o shutdown, ICE e a Patrulha de Fronteira seguem operando normalmente graças a recursos aprovados anteriormente. Já outras agências, como FEMA, Guarda Costeira e CISA, enfrentam restrições orçamentárias.
A atuação do ICE também tem sido alvo de críticas, especialmente após operações recentes e episódios controversos envolvendo uso de força. Ainda assim, o governo defende que as medidas são necessárias para garantir a segurança nacional.
Fonte: CBS