FDA aprova pílula para emagrecimento da Eli Lilly e inaugura nova fase no mercado de GLP-1
Medicamento oral promete ampliar acesso ao tratamento da obesidade e acirra disputa com rival Novo Nordisk
A agência reguladora dos Estados Unidos (FDA) aprovou a nova pílula para emagrecimento da farmacêutica Eli Lilly, marcando um avanço importante no mercado de medicamentos à base de GLP-1. O remédio, chamado Foundayo, será administrado uma vez ao dia e deve começar a ser distribuído já nos próximos dias.
Segundo a empresa, o medicamento estará inicialmente disponível por meio da plataforma direta ao consumidor LillyDirect e, em seguida, em farmácias e serviços de telemedicina. Pacientes com seguro poderão pagar cerca de US$ 25 por mês com cupons, enquanto o valor para quem paga do próprio bolso varia entre US$ 149 e US$ 349, dependendo da dosagem.
A aprovação ocorre poucos meses após a submissão do fármaco à FDA, dentro de um programa de análise acelerada. Com isso, a Lilly entra rapidamente na disputa com a Novo Nordisk, que lançou recentemente sua própria versão oral do Wegovy.
Diferente dos medicamentos injetáveis, como o Zepbound, também da Lilly, e o Wegovy, o Foundayo oferece uma alternativa em formato de comprimido, o que pode atrair pacientes que preferem evitar injeções ou buscam opções mais práticas.
Apesar disso, estudos indicam que a eficácia da pílula é menor em comparação com os injetáveis. Enquanto o Foundayo apresentou perda média de peso de cerca de 12,4% em testes clínicos, o Wegovy oral alcançou aproximadamente 16,6%, e o Zepbound pode superar 20%.
Ainda assim, especialistas apontam que o principal diferencial será o acesso. Por ser um medicamento de molécula menor e mais simples de produzir, a pílula pode ser fabricada em maior escala e distribuída globalmente com mais facilidade.
A expectativa é que o novo remédio ajude a expandir o mercado de tratamentos contra a obesidade, atraindo pacientes que ainda não utilizavam esse tipo de terapia. Analistas projetam que o Foundayo pode gerar cerca de US$ 14,7 bilhões em vendas até 2030.
A Lilly planeja lançar o medicamento em mais de 40 países ao longo do próximo ano. O avanço também ocorre em meio a iniciativas para reduzir custos, incluindo acordos que devem permitir acesso a tratamentos de obesidade por valores mais baixos, especialmente para idosos nos Estados Unidos.
A disputa entre Lilly e Novo Nordisk deve se intensificar, com ambas apostando em diferentes vantagens: enquanto uma destaca a praticidade da pílula, a outra enfatiza maior eficácia. O cenário aponta para um mercado cada vez mais competitivo e com maior variedade de opções para pacientes.
Fonte: NBC