Senadora pressiona TSA a revogar regra que permite passageiros manterem sapatos em aeroportos
Democrata afirma que política cria risco de segurança e pode violar leis federais
A senadora democrata Tammy Duckworth, de Illinois, pediu que a Administração de Segurança nos Transportes (TSA) volte atrás na política que permite que passageiros mantenham os sapatos durante a inspeção em aeroportos dos Estados Unidos. Em carta obtida pela CBS News, ela classificou a medida como “imprudente” e potencialmente perigosa para a segurança pública.
Duckworth, que integra o subcomitê do Senado responsável por supervisionar a aviação, afirma que a decisão foi implementada sem consulta adequada e ignora alertas internos. Segundo ela, uma investigação do inspetor-geral do Departamento de Segurança Interna (DHS) identificou vulnerabilidades no sistema de triagem — incluindo a incapacidade de escanear adequadamente os calçados.
O relatório confidencial, baseado em testes realizados por equipes internas, apontou que itens perigosos poderiam passar despercebidos. Apesar de o alerta ter sido classificado como urgente e enviado em uma notificação formal ao DHS, nenhuma ação corretiva teria sido adotada até agora.
Para a senadora, a falta de resposta pode inclusive violar a legislação federal, que exige medidas dentro de um prazo de 90 dias após esse tipo de notificação. “Permitir que uma falha potencialmente catastrófica permaneça sem solução é inaceitável e perigoso”, escreveu.
A exigência de retirada dos sapatos havia sido adotada após o atentado frustrado do “shoe bomber”, em 2001, quando um passageiro tentou detonar explosivos escondidos no calçado. A regra foi revogada em julho de 2025, sob o argumento de agilizar filas e melhorar a experiência dos viajantes, com base em avanços tecnológicos.
Duckworth, no entanto, afirma que a mudança reintroduz um risco conhecido sem garantias de compensação tecnológica adequada. Ela também criticou a ex-secretária do DHS, Kristi Noem, acusando-a de priorizar interesses políticos em detrimento da segurança.
O caso aumenta a pressão sobre as autoridades de segurança aeroportuária, que ainda não responderam publicamente às críticas.
Fonte: CBS