EUA afirmam que bloqueio no Estreito de Ormuz impediu passagem de navios; embarcações chinesas recuam

Operação militar mobiliza 10 mil soldados e intensifica tensões com Irã e China na principal rota do petróleo mundial

Por Lara Barth

Bandeira dos Estado Unidos

As Forças Armadas dos Estados Unidos informaram que nenhuma embarcação conseguiu atravessar o bloqueio naval imposto no Estreito de Ormuz nas primeiras 24 horas de operação. A ação, iniciada na segunda-feira (13), mobiliza cerca de 10 mil militares, além de 12 navios de guerra e dezenas de aeronaves posicionadas na região.

Segundo os EUA, ao menos seis navios mercantes obedeceram às ordens militares e retornaram aos portos de origem. Dados de monitoramento marítimo indicam que pelo menos dois petroleiros chineses mudaram de rota após se aproximarem da área bloqueada, incluindo o Rich Starry, sancionado por manter relações comerciais com o Irã.

O bloqueio tem como alvo embarcações ligadas ao governo iraniano ou que tenham pago taxas para atravessar a região — prática que vinha sendo adotada por Teerã mesmo após o início do conflito. A medida faz parte da estratégia dos EUA para pressionar economicamente o Irã, restringindo suas exportações de petróleo, que representam parcela significativa da economia do país.

A decisão gerou críticas internacionais, especialmente da China, que classificou a ação como “perigosa e irresponsável”. O Estreito de Ormuz é uma das rotas mais estratégicas do mundo, por onde passa cerca de 20% do petróleo global, tornando o bloqueio um fator de forte impacto geopolítico e econômico.

Fonte: G1