FBI investiga mortes e desaparecimentos de cientistas nos EUA, mas autoridades não veem ligação entre casos

Dez ocorrências envolvendo profissionais ligados a laboratórios sensíveis geram especulações, enquanto investigações apontam causas isoladas

Por Lara Barth

Federal Bureau Of Investigation (FBI)

O FBI passou a liderar uma investigação para apurar possíveis conexões entre os casos de 10 cientistas e funcionários, mortos ou desaparecidos nos últimos três anos, todos com algum vínculo a laboratórios sensíveis dos Estados Unidos, como instalações nucleares e centros de tecnologia espacial.

Em comunicado, a agência informou que trabalha em conjunto com o Departamento de Energia, o Departamento de Defesa e autoridades estaduais e locais para esclarecer os episódios. Apesar disso, investigadores e especialistas afirmam que, até o momento, não há evidências concretas de ligação entre os casos.

O tema ganhou atenção após comentários do presidente Donald Trump, que classificou a situação como “séria”, mas também levantou a possibilidade de coincidência. Nas redes sociais, teorias sobre conspirações e ataques a programas nucleares ou espaciais americanos se multiplicaram.

Autoridades e pessoas próximas às investigações, no entanto, apontam que as ocorrências têm origens distintas, muitas delas de caráter pessoal ou trágico. Entre os casos, há desaparecimentos durante atividades como trilhas, mortes relacionadas a questões de saúde e até crimes com motivação individual.

Um dos episódios que mais geraram repercussão foi o desaparecimento do general aposentado William Neil McCasland, visto pela última vez em fevereiro no Novo México. Apesar de especulações envolvendo programas militares secretos e até teorias sobre OVNIs, autoridades locais afirmam não haver indícios de crime.

Outros desaparecimentos no mesmo estado incluem funcionários com diferentes níveis de atuação, muitos sem acesso a informações sensíveis. Especialistas destacam que os laboratórios empregam dezenas de milhares de pessoas, nem todas envolvidas diretamente com projetos estratégicos.

Casos de mortes também contribuíram para a repercussão, como o assassinato de um professor do MIT por um ex-colega e a morte de um astrofísico na Califórnia. Investigações indicam motivações pessoais ou circunstâncias isoladas.

Apesar do aumento da atenção, especialistas em segurança nuclear e autoridades reforçam que não há sinais de uma ação coordenada ou de ameaça estrangeira. Segundo eles, a variedade de circunstâncias e o intervalo de tempo entre os casos enfraquecem a hipótese de conexão.

Fonte: CBS