Quase metade dos americanos respira ar poluído, aponta relatório
Estudo revela aumento da poluição por ozônio e impactos desiguais na população
Quase metade da população dos Estados Unidos — cerca de 152,3 milhões de pessoas — vive em áreas com níveis considerados insalubres de poluição do ar, segundo o relatório “State of the Air 2026”, divulgado pela American Lung Association.
O estudo mostra que mais de 129 milhões de pessoas residem em regiões com índices reprovados de poluição por ozônio, um poluente formado pela reação da luz solar com emissões de veículos, indústrias e produtos químicos. Já cerca de 62 milhões vivem em locais com níveis críticos de poluição por partículas finas (PM2.5), geradas por fontes como escapamento de carros, usinas, poeira, obras e incêndios.
Os dados também apontam desigualdades: pessoas negras e de outras minorias raciais têm mais que o dobro de chances de viver em áreas com os piores níveis de poluição. Essas regiões frequentemente também enfrentam menor acesso a serviços de saúde, alimentação adequada e espaços seguros para atividades físicas.
Os impactos na saúde são significativos, especialmente para crianças. Cerca de 33,5 milhões delas vivem em áreas com níveis perigosos de poluição. A exposição prolongada pode prejudicar o desenvolvimento pulmonar e aumentar o risco de doenças respiratórias ao longo da vida.
Apesar dos avanços obtidos desde a criação da Lei do Ar Limpo, em 1970, o relatório indica que a poluição voltou a crescer em várias regiões. Mudanças climáticas, com mais calor extremo, secas e incêndios florestais, são apontadas como fatores que agravam o problema.
Especialistas recomendam medidas para reduzir os riscos, como evitar atividades ao ar livre em dias de má qualidade do ar, usar máscaras adequadas (como N95) e manter ambientes internos com boa filtragem. A vacinação contra doenças respiratórias também pode ajudar a reduzir complicações.
Fonte: ABC