Brasileira processa empresa de MrBeast por assédio moral e sexual nos EUA

Ex-funcionária relata ambiente hostil, pressão durante licença-maternidade e demissão após retorno ao trabalho

Por Lara Barth

Brasileira processa empresa de MrBeast por assédio moral e sexual nos EUA

A brasileira Lorrayne Mavromatis entrou com uma ação judicial nos Estados Unidos contra a MrBeast Industries, empresa do youtuber Jimmy Donaldson, conhecido como MrBeast, alegando ter sido vítima de assédio moral e sexual durante o período em que trabalhou na companhia.

Segundo relatos publicados por ela nas redes sociais, Lorrayne afirma que enfrentava um ambiente de trabalho hostil, com episódios de desrespeito e tratamento desigual. Ela diz que era frequentemente desqualificada em reuniões, sendo chamada de “burra”, e que chegou a ser mandada calar a boca diante de colegas. Também relatou que foi obrigada a participar de encontros privados com o então CEO da empresa, identificado no processo como James Warren, nos quais teria ouvido comentários sobre sua aparência.

A ação foi protocolada em um tribunal na Carolina do Norte e inclui acusações de violação da Lei de Licença Familiar e Médica (FMLA). De acordo com a denúncia, a empresa não teria respeitado o período de licença-maternidade, exigindo que Lorrayne continuasse trabalhando mesmo durante o parto e poucos dias após o nascimento de sua filha.

Ela afirma que retornou ao trabalho apenas uma semana após dar à luz e que foi demitida menos de três semanas depois. Segundo a ação, a justificativa dada foi que ela teria “qualificação acima da posição”, sendo posteriormente substituída por um homem.

O processo também descreve o ambiente corporativo como dominado por homens, com exclusão de mulheres em reuniões e situações consideradas humilhantes, como a exigência de tarefas inadequadas diante da equipe.

Até o momento, a MrBeast Industries não se manifestou sobre o caso. Lorrayne afirma que decidiu levar a situação à Justiça não apenas por sua experiência, mas também para encorajar outras mulheres a denunciarem abusos no ambiente de trabalho.

Fonte: G1