Juiz divulga suposta carta de suicídio de Jeffrey Epstein

Documento atribuído ao financista foi apresentado em processo judicial e contém frases de despedida e referências às investigações contra ele

Por Lara Barth

Juiz divulga suposta carta de suicídio de Jeffrey Epstein

Uma suposta carta de suicídio escrita em 2019 pelo financista Jeffrey Epstein foi divulgada nesta quarta-feira por ordem de um juiz federal dos Estados Unidos.

A liberação do documento ocorreu após um pedido feito pelo jornal The New York Times. A nota havia sido anexada ao processo criminal envolvendo Nicholas Tartaglione, ex-policial e ex-companheiro de cela de Epstein, acusado de homicídio.

Segundo Tartaglione, o texto teria sido escrito por Epstein após uma suposta tentativa de suicídio ocorrida menos de um mês antes de sua morte, em agosto de 2019.

O ex-policial afirmou em uma entrevista em podcast que encontrou a carta dentro de um livro na manhã seguinte à morte de Epstein e entregou o material aos seus advogados, que posteriormente o anexaram a um recurso judicial. O documento, porém, não aparece nos registros oficiais do sistema penitenciário federal.

A CBS News informou que não conseguiu verificar de forma independente a autenticidade da carta e procurou o FBI e o Departamento de Justiça para comentar o caso.

No texto manuscrito, Epstein aparentemente escreveu: “Eles me investigaram por meses — não encontraram nada!!! Então acusações de 15 anos atrás apareceram.” A nota também contém frases como “hora de dizer adeus” e “sem diversão — não vale a pena!!”.

A emissora relembrou ainda que, em 23 de julho de 2019, 18 dias antes da morte de Epstein, o financista alegou ter sido atacado por Tartaglione dentro da cela que dividiam. Mais tarde, o então procurador-geral dos Estados Unidos, Bill Barr, afirmou ao Congresso que o episódio foi tratado pelas autoridades como uma tentativa de suicídio.

Jeffrey Epstein havia se declarado culpado em 2008, na Flórida, por acusações estaduais relacionadas à solicitação de prostituição envolvendo menores, após um acordo que encerrou uma investigação federal. Ele cumpriu 13 meses de prisão e foi registrado oficialmente como criminoso sexual.

Em julho de 2019, um grande júri federal em Nova York voltou a indiciá-lo, desta vez por tráfico sexual de menores. Em 10 de agosto daquele ano, Epstein foi encontrado morto em sua cela no Centro Correcional Metropolitano de Nova York. A morte foi oficialmente classificada como suicídio.

O caso voltou a ganhar repercussão recentemente após o Departamento de Justiça divulgar milhões de documentos ligados às investigações sobre Epstein, incluindo materiais que detalham conexões do financista com figuras influentes e poderosas.

Fonte: CBS