Chefe da Patrulha de Fronteira dos EUA deixa cargo em meio a mudanças na liderança da imigração
Michael Banks comandava a agência desde janeiro e ajudou a liderar políticas migratórias do governo Trump
O chefe da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos, Michael Banks, deixará o comando da agência, confirmou nesta quinta-feira o comissário da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP), Rodney Scott.
Em comunicado oficial, Scott agradeceu pelos anos de serviço de Banks e destacou sua atuação durante um período considerado crítico para a segurança da fronteira americana.
“Agradecemos ao chefe da Patrulha de Fronteira dos EUA, Michael Banks, por suas décadas de serviço ao país e o parabenizamos por sua segunda aposentadoria após retornar para servir durante um dos períodos mais desafiadores para a segurança da fronteira”, afirmou Scott.
Segundo ele, durante a gestão de Banks, a fronteira passou “do caos para a mais segura já registrada”.
Michael Banks foi escolhido pelo presidente Donald Trump em janeiro de 2025 para liderar a Patrulha de Fronteira e teve papel importante na implementação das políticas de endurecimento migratório adotadas pela atual administração.
A saída de Banks é mais uma mudança significativa na liderança das agências ligadas à imigração e segurança nacional nos últimos meses.
Em março, o Senado americano confirmou o então senador Markwayne Mullin para assumir o cargo de secretário de Segurança Interna no lugar de Kristi Noem, que havia sido removida do posto pelo presidente Trump.
No mesmo mês, Gregory Bovino também se aposentou da função de comandante-geral das operações de fiscalização migratória da CBP.
Outra mudança prevista é no comando do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos EUA). O atual diretor, Todd Lyons, deve deixar o cargo no fim deste mês.
Para substituí-lo temporariamente, o governo deve nomear Dave Venturella, ex-agente de carreira do ICE.
As sucessivas trocas de liderança acontecem enquanto o governo Trump mantém foco em políticas mais rígidas de controle migratório, deportações e fortalecimento da segurança nas fronteiras.
Fonte: ABC