TSA autoriza transporte de maconha medicinal em bagagens nos aeroportos dos EUA

Nova diretriz pode impactar turistas e passageiros em voos domésticos e internacionais

Por Lara Barth

Não será mais exigida a remoção de sapatos no controle do aeroporto

A Administração de Segurança no Transporte dos Estados Unidos (TSA) atualizou suas regras e passou a permitir o transporte de maconha medicinal em bagagens de mão e malas despachadas nos aeroportos americanos, desde que sejam respeitadas determinadas condições específicas.

A mudança foi publicada na página oficial “What Can I Bring?” (“O que posso levar?”), plataforma usada por passageiros para consultar itens autorizados durante viagens aéreas.

Com a atualização, a cannabis medicinal aparece oficialmente como item permitido tanto em voos domésticos quanto em bagagens despachadas, embora a agência ressalte que existem “instruções especiais” para o transporte.

Segundo o portal especializado The Marijuana Herald, a TSA também removeu um trecho anterior que destacava a ilegalidade federal da maconha e restringia o transporte apenas a produtos derivados de cannabis com até 0,3% de THC ou aprovados pela FDA, a agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos.

Apesar da flexibilização, a TSA afirmou que a mudança não representa uma liberação ampla da cannabis nos aeroportos americanos.

Em comunicado, a agência explicou que o foco principal das inspeções continua sendo a segurança aérea e a identificação de ameaças como armas, explosivos e itens perigosos — e não a procura ativa por drogas ilícitas.

Ainda assim, se substâncias consideradas ilegais forem encontradas durante a inspeção, os agentes poderão acionar as autoridades locais.

A orientação é considerada especialmente importante para turistas e passageiros internacionais, já que as leis sobre cannabis variam entre os estados americanos.

Especialistas alertam que a autorização da TSA não elimina possíveis consequências legais em determinados destinos, conexões ou voos internacionais, principalmente em locais onde a cannabis segue proibida.

Outro ponto destacado pela agência é que a decisão final sobre permitir ou não determinado item continua sendo do agente responsável pela inspeção no aeroporto.

A atualização acontece em meio ao processo de reclassificação da cannabis pelo governo federal dos Estados Unidos.

Recentemente, o Departamento de Justiça americano (DOJ) iniciou medidas para transferir medicamentos à base de cannabis aprovados pela FDA para a categoria “Schedule III”, classificação reservada a substâncias consideradas menos restritivas em comparação às categorias mais severas atualmente aplicadas à maconha no país.