Trump altera proposta de acordo com o Irã e exige destruição de urânio enriquecido
Negociações seguem indefinidas enquanto tensão aumenta no Estreito de Hormuz e militares dos EUA interceptam embarcação no Golfo de Omã
Trump altera proposta de acordo com o Irã e exige destruição de urânio enriquecido
Negociações seguem indefinidas enquanto tensão aumenta no Estreito de Hormuz e militares dos EUA interceptam embarcação no Golfo de Omã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda não havia tomado uma decisão final até a tarde deste domingo (1º) sobre um possível acordo de paz com o Irã. A informação foi divulgada após reuniões realizadas na Sala de Situação da Casa Branca.
Na sexta-feira, Trump afirmou que faria uma “determinação final” sobre a proposta negociada entre os dois países. Segundo fontes ligadas às conversas, o republicano fez mudanças consideradas significativas no memorando de entendimento discutido entre Washington e Teerã.
As alterações estariam concentradas principalmente em dois pontos: a reabertura do Estreito de Hormuz — uma das rotas marítimas mais estratégicas para o petróleo mundial — e a eliminação do estoque iraniano de urânio altamente enriquecido.
Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que qualquer acordo precisaria garantir a reabertura do estreito e que o Irã deveria trabalhar junto aos Estados Unidos para destruir completamente o material nuclear enriquecido.
“O Irã deve cooperar para que seu urânio altamente enriquecido seja DESTRUÍDO”, escreveu o presidente.
O clima de tensão na região aumentou após uma ação militar americana no Golfo de Omã. Segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM), militares americanos interceptaram uma embarcação cargueira com bandeira da Gâmbia que supostamente tentava furar o bloqueio imposto pelos EUA aos portos iranianos.
Ainda de acordo com o governo americano, um míssil Hellfire foi disparado contra o motor do navio para impedir sua movimentação.
Até o momento, autoridades iranianas não comentaram oficialmente as mudanças propostas por Trump nem a ação militar no Golfo de Omã.