Justiça determina retirada do nome de Trump do Kennedy Center até 12 de junho

Centro cultural em Washington voltará ao nome original após decisão judicial

Por Lara Barth

Kennedy Space Center

O Kennedy Center for the Performing Arts, em Washington, terá que remover o nome do presidente Donald Trump de sua fachada e materiais oficiais até o próximo dia 12 de junho, após decisão de um juiz federal.

Documentos obtidos pela CBS News mostram que os advogados do local já instruíram funcionários a iniciarem imediatamente a troca do nome “Trump Kennedy Center” de volta para “The John F. Kennedy Center for the Performing Arts”.

A medida atende a uma ordem do juiz federal Christopher Cooper, que decidiu a favor da deputada democrata Joyce Beatty, de Ohio, integrante do conselho do Kennedy Center. Ela entrou com uma ação contestando tanto a mudança de nome quanto os planos de fechamento do centro cultural por dois anos para reformas.

Na decisão, Cooper afirmou que o conselho excedeu sua autoridade ao alterar oficialmente o nome da instituição sem aprovação do Congresso.

Segundo um memorando interno enviado aos funcionários, assinaturas de e-mail, papéis timbrados, documentos oficiais e toda a sinalização física e digital deverão ser atualizados imediatamente.

A troca inclui também placas internas, externas e até móveis que exibem o nome atual do local.

Apesar de cumprir a ordem judicial, o Kennedy Center afirmou que ainda avalia medidas legais para tentar manter o projeto de revitalização e homenagear Trump.

O centro também informou que segue analisando se manterá os planos de fechar as portas após 5 de julho para iniciar uma ampla reforma estimada em US$ 257 milhões.

A mudança de nome ocorreu em dezembro, quando o conselho do Kennedy Center aprovou o título “The Donald J. Trump and The John F. Kennedy Memorial Center for the Performing Arts”. Poucas horas depois, o site e a fachada do prédio já exibiam o novo nome.

Desde então, artistas cancelaram apresentações no local e dirigentes ligados à instituição deixaram seus cargos em meio à controvérsia.

Fonte: CBS