Ex-comandante da Patrulha de Fronteira dos EUA avalia candidatura à Presidência em 2028
Gregory Bovino, conhecido por operações agressivas de deportação durante governo Trump, lançou comitê exploratório para possível corrida à Casa Branca
Gregory Bovino, ex-comandante da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos e uma das figuras mais associadas às operações de deportação em massa durante o governo Trump, anunciou a criação de um comitê exploratório para avaliar uma possível candidatura à Presidência dos EUA em 2028.
A informação foi confirmada pela emissora NewsNation.
Bovino se aposentou em março deste ano após quase três décadas atuando na Patrulha de Fronteira americana. Em entrevista, afirmou que a iniciativa ainda está em fase exploratória, mas não descartou lançar oficialmente sua campanha.
“Se tudo se alinhar, seguiremos em frente”, declarou.
Site da campanha gera controvérsia
O comitê lançou o site “Bovino2028.com”, que exibe imagens do ex-agente usando um casaco que críticos compararam a uniformes da era nazista.
Bovino já havia afirmado anteriormente que o casaco foi fornecido pela própria Patrulha de Fronteira e que o utiliza há mais de 25 anos.
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, chegou a descrever a peça como semelhante a um uniforme da SS nazista durante discurso no Fórum Econômico Mundial em janeiro.
O slogan do site diz:
“House Bovino – Men Fight Back” (“Casa Bovino – Homens reagem”).
O portal também descreve Bovino como um líder que teria combatido “hordas estrangeiras” e restaurado a soberania nacional — linguagem que gerou críticas de opositores e organizações de direitos civis.
Discurso é centrado em deportações em massa
Em declarações recentes, Bovino reforçou apoio à deportação em massa de imigrantes em situação irregular.
Segundo ele, existem mais de 100 milhões de imigrantes vivendo ilegalmente nos Estados Unidos — número muito superior às estimativas divulgadas por agências federais americanas.
“Se concorrer à Presidência for necessário para fazer isso acontecer, então todas as opções estão na mesa”, escreveu em publicação na rede X.
Ex-comandante criticou autoridades do próprio governo Trump
Mesmo após deixar o cargo, Bovino continuou criticando integrantes da administração Trump ligados à política migratória.
Ele atacou publicamente:
- o secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin;
- o czar da fronteira da Casa Branca, Tom Homan;
- a chefe de gabinete Susie Wiles.
Bovino acusou membros do governo de enfraquecerem as políticas de deportação em massa.
Entre as críticas, ele afirmou que autoridades impediram agentes do ICE de usar gás lacrimogêneo contra manifestantes durante protestos em frente ao centro de detenção Delaney Hall, em Nova Jersey.
Nome ganhou notoriedade após operações e polêmicas
Gregory Bovino ficou conhecido nacionalmente por liderar operações migratórias em cidades como:
- Los Angeles;
- Chicago;
- Minneapolis.
Sua atuação frequentemente incluía aparições públicas e operações televisionadas.
Em janeiro, Bovino foi removido do cargo após a morte de duas pessoas durante uma ação federal de imigração em Minneapolis.
Na época, o presidente Donald Trump comentou que Bovino era “um cara bastante extremo”.
“Em alguns casos isso pode ser bom. Talvez aqui não tenha sido”, declarou Trump.
Apesar das controvérsias, grupos conservadores e apoiadores da linha dura migratória passaram a incentivar publicamente uma possível candidatura presidencial do ex-agente.
Fonte: News Nation