Fim do TPS pode provocar falta de cuidadores e afetar idosos nos Estados Unidos

Por Lara Barth

Médico; medicina; saúde

O fim do Temporary Protected Status (TPS) para haitianos pode gerar consequências que vão muito além da imigração. Especialistas e instituições de saúde alertam para o risco de falta de profissionais que atuam no cuidado de idosos e pessoas com deficiência, principalmente em estados como a Flórida e Nova York.

Imigrantes haitianos representam uma parcela importante da força de trabalho no setor de assistência domiciliar e em casas de repouso. Muitos atuam há anos como cuidadores, auxiliares de enfermagem e profissionais de apoio.

Com o encerramento do TPS, milhares podem perder a autorização de trabalho, obrigando empregadores a afastar funcionários ou enfrentar escassez de mão de obra. Empresas de home care, hospitais e instituições de longa permanência afirmam que já enfrentam dificuldades para substituir esses profissionais.

Além do impacto econômico, famílias também demonstram preocupação com a possibilidade de perder cuidadores que acompanham idosos há muitos anos. Em diversos casos, esses profissionais criaram vínculos pessoais profundos com os pacientes.

Organizações ligadas ao setor afirmam que a redução da mão de obra poderá aumentar os custos da assistência e dificultar ainda mais o acesso aos serviços para uma população idosa em constante crescimento.