Ex-âncora de TV se declara culpada por matar a própria mãe no Halloween nos EUA
Angelynn Mock afirmou à polícia que acreditava que a mãe era "o diabo". Ela pode receber prisão perpétua, com possibilidade de liberdade condicional após 25 anos
A ex-apresentadora de televisão Angelynn “Angie” Mock, de 48 anos, declarou-se culpada pelo assassinato da própria mãe, Anita Avers, de 80 anos. O crime aconteceu na manhã de Halloween, em 31 de outubro de 2025, na casa onde as duas moravam em Wichita, no estado do Kansas.
Mock admitiu o crime de homicídio em primeiro grau durante uma audiência realizada na sexta-feira, 21 de agosto, diante da juíza Faith Johnson.
Pelos termos do acordo firmado com a promotoria, a ex-âncora enfrenta uma pena prevista de prisão perpétua, com possibilidade de solicitar liberdade condicional depois de cumprir 25 anos. A sentença será anunciada em 5 de outubro de 2026.
De acordo com a Polícia de Wichita, os agentes foram chamados pouco antes das 8h para atender a uma ocorrência de ataque com arma branca. Mock foi encontrada do lado de fora da residência com ferimentos nas mãos.
Dentro da casa, os policiais localizaram Anita inconsciente sobre a cama e com múltiplos ferimentos. Ela foi levada ao hospital, mas teve a morte confirmada às 8h26.
Segundo o documento de causa provável, Mock apresentou versões diferentes sobre o que teria acontecido. Inicialmente, afirmou que a mãe tentou atacá-la e que agiu para se defender. Ela também disse que encontrou Anita afiando facas e que teria sido perseguida pela residência.
Durante o interrogatório, no entanto, a ex-apresentadora fez declarações que indicavam um possível estado de delírio. Conforme registrado no documento policial, Mock afirmou acreditar que a mulher que havia atacado não era mais sua mãe, mas “o diabo”.
O padrasto de Mock contou aos investigadores que ela havia sido inicialmente diagnosticada com transtorno bipolar e, posteriormente, com transtorno esquizoafetivo. Segundo ele, a enteada apresentava períodos de delírios e depressão e já havia passado por uma internação psiquiátrica. Apesar dos episódios de raiva, o homem disse que nunca a havia considerado violenta.
Em janeiro deste ano, uma avaliação determinou que Mock não tinha condições mentais de enfrentar o processo. Ela foi encaminhada ao Larned State Hospital, no Kansas, para tratamento e novas avaliações.
A decisão foi revista em julho, quando um juiz concluiu que ela havia recuperado a capacidade de compreender o processo e colaborar com sua defesa. O caso, então, voltou a tramitar e terminou no acordo de confissão.
A determinação de competência judicial avalia se uma pessoa consegue participar do processo naquele momento. Ela não representa, por si só, uma conclusão sobre o estado mental da acusada no momento em que o crime foi cometido.
Mock trabalhou como âncora da emissora local KTVI Fox 2, afiliada da Fox em St. Louis, entre 2011 e 2015. Ela também atuou como repórter esportiva em Nebraska e passou por outras emissoras locais antes de migrar para a área de vendas.