Atividade de drones na fronteira dos EUA com o México cai 75% após uso de laser
Militares americanos dizem que novo sistema de alta energia já derrubou 11 drones em dez dias na região do Rio Grande Valley
A atividade de drones suspeitos na fronteira entre os Estados Unidos e o México caiu cerca de 75% depois que o Exército americano começou a utilizar uma arma a laser de alta energia para derrubar os equipamentos, segundo autoridades militares ouvidas pela CBS News.
O sistema foi usado pela primeira vez nos dias 25 e 26 de agosto, quando três drones foram derrubados. Desde então, os militares afirmam ter abatido 11 drones em um período de dez dias.
As forças americanas já utilizavam sistemas de interferência eletrônica para fazer drones retornarem ao ponto de origem. O laser, porém, permite destruir equipamentos considerados uma ameaça.
Desde o início do ano, os militares dizem ter interceptado cerca de 300 drones ligados a cartéis.
Como funciona o laser?
O equipamento utilizado pelo Exército é uma versão do sistema LOCUST, produzido pela AeroVironment. Durante testes, soldados rastrearam um pequeno drone por meio de câmeras e de um controle semelhante a um Xbox, antes de direcionar o feixe de energia para pontos específicos do aparelho.
O laser não produz um feixe visível contínuo. O disparo gera um pulso de calor extremamente rápido, capaz de danificar componentes do drone e derrubá-lo.
Nesta semana, o Exército concedeu à AeroVironment seu primeiro contrato para sistemas de lasers de alta energia, no valor de US$ 465 milhões.
Queda pode ter outras causas
Os próprios militares reconhecem que a redução de 75% na atividade também pode estar relacionada a outros fatores, como mudanças nas rotas utilizadas pelos cartéis.
O laser ainda possui limitações: chuva, vapor e outras condições atmosféricas podem reduzir sua eficiência. Além disso, o uso do equipamento perto de áreas civis exige coordenação com a Administração Federal de Aviação (FAA), devido ao risco de atingir aeronaves.
Segundo os militares, os drones são usados pelos cartéis principalmente para monitorar posições de agentes americanos e identificar áreas mais seguras para o tráfico de pessoas e drogas.
Para os comandantes, a possibilidade de destruir drones que retornam repetidamente à região representa uma nova forma de dificultar as operações dos cartéis.
Fonte: CBS