Resgate de 163 crianças nos EUA não inclui brasileiros, informa Polícia Federal

Esclarecimento foi feito após famílias de desaparecidos buscarem informações sobre a operação; PF pediu alerta da Interpol para menino desaparecido no Rio

Por Lara Barth

Polícia Federal

A Polícia Federal informou que nenhuma criança brasileira está entre as 163 pessoas localizadas nos Estados Unidos durante a Operação Statewide Shield. O esclarecimento foi divulgado nesta quarta-feira (9), após a ação contra o tráfico humano despertar a esperança de famílias brasileiras que procuram crianças desaparecidas.
Segundo a PF, as autoridades americanas confirmaram que não há brasileiros entre os menores encontrados. A operação localizou crianças e adolescentes entre 2 meses e 17 anos em diferentes estados dos EUA, Porto Rico e outros 12 países.
Um dos casos que chamou atenção foi o de Édson Davi Silva Almeida, que desapareceu aos 6 anos, em janeiro de 2024, na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Após a família procurar a PF, o órgão solicitou à Interpol a inclusão do menino na Difusão Amarela, mecanismo internacional utilizado para ajudar na localização de pessoas desaparecidas.
A medida, no entanto, não significa que Édson tenha sido localizado ou que exista confirmação de que ele esteja fora do Brasil. A Interpol ainda precisa analisar as informações e decidir sobre a publicação do alerta.
A operação americana também gerou expectativa no caso dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos desde janeiro de 2026 no Maranhão. Segundo a PF, os dois também não estão entre as crianças localizadas nos Estados Unidos. A corporação disponibilizou mecanismos de cooperação internacional da Interpol para auxiliar nas buscas.
Casos continuam sem solução
Édson desapareceu em 4 de janeiro de 2024, enquanto acompanhava o pai, que trabalhava em uma barraca na praia da Barra da Tijuca. Imagens analisadas pela investigação mostram o menino na região antes de desaparecer, inclusive próximo ao mar e à barraca do pai.
A família contesta a possibilidade de afogamento e considera a hipótese de que ele possa ter sido levado por outra pessoa. Até hoje, o menino não foi localizado.
Já Ágatha e Allan desapareceram em 4 de janeiro de 2026, depois de saírem para brincar na região do Quilombo de São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, no Maranhão. Um primo de 8 anos que estava com eles foi encontrado três dias depois. As buscas pelos irmãos continuam, e a investigação está sob segredo de Justiça.

Fonte: IG