EUA afirmam ter colocado armas espaciais em órbita, diz ‘Washington Post’

Secretário da Força Aérea, Troy Meink, não revelou detalhes dos equipamentos; autoridade afirma que dispositivo poderia destruir satélites inimigos

Por Lara Barth

Bandeira dos Estado Unidos

Os Estados Unidos afirmam ter colocado armas de controle espacial em órbita, segundo declaração feita nesta segunda-feira (14) pelo secretário da Força Aérea americana, Troy Meink. A informação foi divulgada pelo The Washington Post.

Durante uma conferência em Maryland, Meink disse que os equipamentos poderão ser usados para proteger tropas e satélites americanos de possíveis adversários. Ele, porém, não revelou quais armas foram colocadas em órbita nem explicou como funcionam.

“Os Estados Unidos agora têm, em órbita, armas de controle espacial capazes de defender as forças conjuntas contra adversários hostis”, afirmou.

Um funcionário do governo ouvido pelo Washington Post sob condição de anonimato disse que o dispositivo teria capacidade de destruir um satélite inimigo, caso ele esteja sendo utilizado para atacar tropas ou satélites americanos.

A declaração representa uma mudança importante no discurso público de Washington. Segundo o jornal, esta é a primeira vez que os EUA reconhecem abertamente possuir uma capacidade ofensiva no espaço.

Mudança na estratégia espacial

Durante anos, os Estados Unidos acusaram China e Rússia de desenvolver atividades militares em órbita, incluindo técnicas de interferência e uso de lasers contra satélites americanos.

Autoridades militares americanas costumam evitar detalhes sobre suas próprias capacidades espaciais, citando questões de segurança nacional. Em 2022, John Raymond, primeiro comandante da Força Espacial dos EUA, afirmou que o principal objetivo do país era impedir uma guerra.

Além das armas espaciais, Meink afirmou que os interceptadores baseados no espaço, considerados parte central do sistema de defesa antimísseis Golden Dome, projeto do presidente Donald Trump, estão agora “prontos para o voo”.

O secretário, no entanto, não informou quando os equipamentos foram colocados em órbita, quantos existem ou quais são suas características.

Fonte: G1