McDonald’s avalia opções menores e com mais proteína para clientes que usam medicamentos GLP-1

Rede de fast-food estuda porções reduzidas e opções com maior teor de proteína diante do aumento no uso de medicamentos para perda de peso

Por Lara Barth

Mcdonald's

O McDonald’s está estudando mudanças no cardápio para atender um número crescente de consumidores que estão comendo menos, especialmente pessoas que utilizam medicamentos da classe GLP-1 para perda de peso.
O CEO da empresa, Chris Kempczinski, afirmou que esses clientes continuam consumindo os produtos da rede, mas estão optando por porções menores.
“Quando as pessoas começam a usar GLP-1, elas ainda desejam nossos alimentos, mas o que compram e o tamanho das porções mudam”, afirmou o executivo.
Porções menores e mais proteína
Segundo a Bloomberg, entre as opções avaliadas estão bowls de frango crocante, wraps menores de frango grelhado e porções de ovos.
A empresa descreve a estratégia como a criação de opções com porções flexíveis e maior foco em proteínas.
A mudança ocorre em meio ao aumento do uso de medicamentos GLP-1. Segundo a Gallup, a utilização desses medicamentos para perda de peso quase quadruplicou nos últimos dois anos.
Outras redes também estão mudando
O McDonald’s não é a única rede de alimentação rápida a adaptar seu cardápio. A Chipotle já promove opções com alto teor de proteína que classifica como adequadas para consumidores que usam GLP-1, enquanto o Burger King testa versões menores do Whopper.
Pesquisas indicam que, nos seis meses seguintes ao início do tratamento com medicamentos GLP-1, famílias com pelo menos um usuário reduziram em 8% os gastos em redes de fast-food, cafeterias e outros restaurantes de serviço rápido.
David Portalatin, vice-presidente sênior da Circana, empresa especializada em pesquisas sobre hábitos de consumo, afirmou que os medicamentos estão provocando mudanças mais amplas na relação dos consumidores com a alimentação.
Segundo ele, usuários de GLP-1 continuam frequentando restaurantes, mas buscam opções diferentes das que consumiam anteriormente. Portalatin também afirmou que a procura por maior flexibilidade no tamanho das porções começa a aparecer entre consumidores que não utilizam esses medicamentos.
Para redes que durante décadas incentivaram clientes a pedir porções maiores, a mudança nos hábitos alimentares pode representar uma transformação significativa nos cardápios.

Fonte: Click Orlando