Americana processa governo dos EUA após ser baleada por agente de imigração

Marimar Martinez afirma que agente da Patrulha de Fronteira mentiu sobre as circunstâncias do tiroteio ocorrido durante operação migratória em Chicago.

Por Lara Barth

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A americana Marimar Martinez, de 31 anos, entrou com um processo contra o governo dos Estados Unidos, um ano depois de ser baleada por um agente da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) durante uma operação de repressão à imigração em Chicago.
O tiroteio aconteceu em 4 de outubro de 2025, durante a chamada “Operation Midway Blitz”. Na época, os promotores acusaram Martinez de usar o carro para atingir e bloquear o veículo do agente Charles Exum. Ele saiu do SUV e abriu fogo, atingindo a mulher com sete disparos. As acusações contra ela foram posteriormente retiradas.
Segundo os advogados de Martinez, uma análise das trajetórias das balas e dos ferimentos indica que Exum teria se afastado da trajetória do veículo antes de atirar. Eles afirmam ainda que cinco disparos foram feitos em menos de um segundo e que o último atingiu o carro pela parte traseira, contradizendo o relato apresentado pelo agente ao FBI.
O processo também afirma que imagens da câmera corporal de outro agente registraram comentários incentivando uma postura agressiva antes do confronto. Martinez teria sido retirada do hospital em uma cadeira de rodas poucas horas após o tiroteio, ainda com sangramento nos ferimentos, segundo a ação judicial.
O CBP informou que Exum foi colocado em licença administrativa e que incidentes envolvendo uso da força são investigados e analisados por um conselho independente. O agente não é réu no processo, que foi apresentado contra o governo federal com base na Federal Tort Claims Act.
Durante uma coletiva, Martinez afirmou que decidiu processar após outros casos de pessoas baleadas por agentes federais dentro de seus veículos. “O que está acontecendo não é normal”, disse.

Fonte: Local 10