Após execução malsucedida, republicanos do Tennessee defendem novos métodos de pena de morte
Após a tentativa de execução de Christa Pike falhar, lideranças do estado querem ampliar as opções, incluindo cadeira elétrica; mulher segue hospitalizada sob custódia.
Lideranças republicanas do Tennessee defendem mudanças nos métodos de execução de condenados à morte após a tentativa de execução de Christa Pike falhar na semana passada. A discussão inclui a possibilidade de ampliar o uso da cadeira elétrica e autorizar outras formas de aplicação da pena capital.
A senadora federal Marsha Blackburn, candidata republicana ao governo do estado, afirmou que o episódio não deve interromper a aplicação da pena de morte, mas servir de motivo para revisar os procedimentos. Segundo ela, é necessário encontrar uma forma de realizar as execuções de maneira eficaz.
O presidente da Câmara estadual, Cameron Sexton, também disse que os parlamentares pretendem discutir mudanças na legislação durante a sessão legislativa de 2027. A proposta é ampliar as opções disponíveis, embora ainda não haja uma definição sobre quais métodos poderão ser incluídos.
A legislação do Tennessee já permite o uso da cadeira elétrica em determinadas circunstâncias, como quando a execução por injeção letal não pode ser realizada apesar de esforços razoáveis. Pessoas condenadas por crimes cometidos antes de 1999 também podem escolher esse método.
Pike, de 50 anos, recebeu duas doses de pentobarbital durante a tentativa de execução, mas a substância não provocou sua morte. Segundo seus advogados, ela permanece hospitalizada, inconsciente e conectada a um respirador, com bolhas e queimaduras nos braços provocadas pelo medicamento. A equipe jurídica também informou que ela sofreu ferimentos graves durante o procedimento.
A mulher foi condenada à morte pelo assassinato de sua colega de escola Colleen Slemmer, em 1995. Pike tinha 18 anos na época do crime e se tornou uma das mulheres mais jovens a ingressar no corredor da morte nos Estados Unidos.
Após o episódio, o governador republicano Bill Lee suspendeu a única outra execução que estava prevista no estado para este ano e determinou uma investigação independente sobre o sistema de aplicação da pena capital. No sábado, ele também anunciou que o comissário do Departamento de Correções deixará o cargo.
Outros parlamentares defendem que a revisão seja rápida. O líder da maioria na Câmara estadual, William Lamberth, afirmou estar aberto à possibilidade de tornar a cadeira elétrica o método principal de execução, mas disse que as mudanças não devem atrasar o cumprimento das sentenças.
Já o senador estadual Todd Gardenhire, presidente do Comitê Judiciário do Senado, defendeu uma análise cuidadosa para identificar o que deu errado e como os procedimentos podem ser modificados.
Nos Estados Unidos, a injeção letal é o método mais utilizado pelos estados que mantêm a pena de morte, mas outras opções também são autorizadas em diferentes partes do país, incluindo cadeira elétrica, gás e pelotão de fuzilamento.
Fonte: ABC